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A mostrar mensagens de julho, 2025

REFLEXÕES!

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Tenho enveredado muito pela corrente filosófica do estoicismo, creio que a felicidade está intrinsecamente ligada à prática da virtude, que envolve a sabedoria, a coragem, a justiça e a temperança. Desisti de tentar controlar, ou pelo menos tento, o que não está sob o meu controlo. Apelo cada vez mais à pratica da gratidão, sem a esperar por parte dos outros e assim evito desenvolver a "neurose do abandono"!  Tento não reagir impulsivamente às emoções. A razão, o autodomínio são essenciais, tal como conviver em harmonia com a ordem natural das coisas, mesmo que tenhamos de "esperar o melhor, preparando-nos para o pior"!  Deus sabe como proceder a cada momento na vida de cada um!  R.A.O 31/07/2025

O pássaro Frederico

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  O ano era 1941... O mundo estava em guerra. Londres não era exceção. Decorria o "Blitz", noites constantes de bombardeamentos alemães na cidade. Imensa dor e sofrimento caracterizavam aqueles dias. Em cada morte, o coração de Mary chorava lágrimas de sangue, sempre e cada vez mais!  Era hora de partir para um lugar mais recôndito, menos exposto aos desejos expansionistas de Hitler.  Não era intenção de Mary abandonar os seus conterrâneos, mas uma senhora viúva de 60 anos, estava muito desprotegida. Talvez estivesse melhor em casa de uma prima, numa aldeia a sudoeste de Inglaterra.  Custou a lá chegar. Em tempo de guerra, os meios de transporte e vias de comunicação eram mais escassos e as interrupções frequentes. Na linha dos caminhos de ferro não era exceção.  Quando chegou à aldeia, o verde dos campos revestiram-lhe de esperança que o "amanhã" seria melhor. O silêncio do céu, a sensação que habitava agora em um mundo diferente, o cantar dos pássaros, um sina...

O PORTO

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Oh Ferreirinha Oh meu rico vinho de ouro  Tuas caves espalhadas  Por esse rio Douro Porto é o teu nome  Que uma cidade igualmente se chama Perto de Braga e Guimarães Cujo rio a une a Vila Real Pela cultura se mede  A Régua essa, a água há que atravessar Beleza, esperança O rio dará a um mar de mudança Porto oh meu Porto Aliados eu e tu somos  A baixa nos une As ruas nos ligam Santa Catarina, Marquês O Porto é perfeito Tanto como tudo que Deus fez  Eis a Câmara,  Mais acima os clérigos Uma educação de excelência Carolina, entre outros, D. Manuel E quem não se lembra do Rainha Santa Isabel?  Uma bela universidade  Das letras à arquitetura  Da medicina à engenharia Tantos nas ciências estão de olho E quem não conhece o famoso “piolho”? Símbolo do porto escondido  Que belo espaço para conversar  Sua história é longa  O edifício antigo  Olhando à volta, paredes olhar Tantas são as memórias escritas De alunos recentes e ant...

No abraço meu

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 Grupo Passarela literária  38° café na passarela  Tema: Olha para mim  Título: No abraço meu Autor: Rui Alexandre Oliveira  País: Portugal  26/07/2025 Olha para mim  No abraço meu  O abraço de quem ama o mundo De quem o sente  No recanto, algures  Distante, é certo Próximo, no entanto  Nas almas que se unem e reúnem  Mesmo em lugares diferentes  Em lados opostos O olhar mede-se não na cor dos olhos  E sim no transposto do coração  Nos espelhos perenes  Do sentimento que transparece  Rui Alexandre Oliveira

Relâmpago

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Soltam-se as palavras  Levam-nas o vento  Eco vibrante de mim  Uma viagem sem fim  Romântico não sou  Prefiro o real e o concreto  Na antítese da abstração  Que por vezes sinto  Como animal que dorme ao relento  Como uma epopeia mítica  Como quem vê uma estrela cadente  E pergunta porque Deus lhe fez tão diferente!  Entretanto, não sei o que me move  Além de que com a escrita me sinto completo  Sorrisos vários e almas felizes, sem dúvida!  Entretanto... entretanto me perco... Onde estarei eu por entre os corações que sirvo?  Onde quererão muitos que eu esteja?  E assim, solta-se o grito  O grito de quem deseja  Como quem não quer o que quer que seja  E por vezes já não sabe o que peleja!  Apesar de ficar sempre a cicatriz Sabe-se o que conjuro  Continuo a não desistir de ser feliz Rui Alexandre Oliveira 25/07/2025

Poema da música

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Uma vida fácil ela não teve As agruras ultrapassou Notas, instrumentos, palavras Pela música se apaixonou Um refúgio ela viu No meio da escuridão a luz A magia que a música produz O seu coração sentiu Uma canção Nova hoje recebe E todos os dias da sua vida Um som diferente a cada dia Eis uma imensa alegria A música espalha a mensagem tua O espelho das almas apaixonantes Dos corações ternos que a Deus recebe Ele que inspira quem com a caneta um novo recital escreve Eis a orquestra da vida Do mundo pouco recebo Do abstrato sem fundo Tudo colho e tudo devo Oh capacidades e talentos Deus é o nosso benfeitor O eterno benemérito Em nós e na música um adorável comunicador Não chega apenas a palavra Se alegria ela não contiver Somos maestros da nossa vida Que a Deus devemos entregar Aos outros pôr a cantar A nossa felicidade mostrar Todos ajudar O sentimento espalhar Entre lágrimas, sorrisos e aplausos Vamos todos o momento viver A vida celebrar Todos a cantar O mundo receber… o mundo mudar! C...

POEMA DA PAZ - O outro lado

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  Era uma vez num certo lugar Um menino que não há igual Com o seu carrinho brincava No seu pequeno mundo entrava Na outra margem do lago Aviões, navios e tanques estavam Os povos se atacavam Tantos sonhos acabavam O menino para lá não via O seu espírito de criança vagueava Para lá das águas ele imaginava Um mundo belo ele sentia Diplomatas algures se reuniam A paz negociavam As hostilidades se acalmavam Mas o inferno persistia O menino crescia e matérias estudava História, Matemática, Geografia O mundo com outros olhos via O medo agora existia O conflito no outro lado insistia em se manter O jovem o outro lado ainda imaginava Os olhos não conseguiam ver Mas o coração esse palpitava Longe o jovem da guerra se mantinha O medo do lago atravessar era imenso Nele havia um sofrimento intenso Tão grande quantos anos ele tinha O jovem adulto se tornou Um Homem grande se fez O mundo queria mudar Ao outro lado viajar Eis que de armas e barões ele partiu Ao outro lado ele foi Sua mãe esperan...

MAGIA

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 Magia… O que afinal é a magia? Arte da ilusão Ciência do desaparecimento Seita da maldição? Magia… Trevas ou paixão? Doença ou cura Encarceramento ou libertação Água negra ou pura? O mágico o olhar fixa Olhar forte, espírito indomável Carisma único Vida cruel ou memorável? Magia… Coisa estranha tu és Truques e segredos escondidos Mentira ou verdade Feitiçaria, alegria… Bruxaria? Não Oh mero observador Humana é a tua natureza Incapaz de contemplar o interior Dos que se sentam na tua mesa Oh mero ser De carne e osso tu és feito Só vês o que te dá jeito Só vês a alegria do ter Tudo serve para teu proveito Magia é arte Um espetáculo de emoção Uma alegria de coração Se não a entenderes… parte! Alegria ingénua é certo Mas as pessoas faz feliz Quando o mundo numa sala se senta Alegra-se o petiz O coração da criança pula O do adulto emoção sente Ao velho vem à memória Aquele dia, aquela feliz história O triste vira sorriso O cego com o coração contempla O surdo sente o ruído O zangado vê ...

MEDO

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 Oh meu incomparável amo Vieste a mim sorrateiro Entraste como um forasteiro Nem me pediste primeiro Não dei pela tua presença O meu interior tu consumias Sozinho na doença O meu coração tu ferias Por alturas pensei que não existia Tal era o perigo que sentia Uma paranoia se movia O antigo eu partia Foi muito tempo Momento após momento A querer que embora fosses Mas não me livrava daquele tormento Eu teu escravo era A Primavera já não morava O leme não dominava O tempo se esgotava Oh medo volta de onde vieste Estou farto da tua agrura Deus… Meu Deus… Onde estas? Devolve-me a doçura Os belos dias já surgem Um porto de abrigo encontrei Eu sei onde ele mora E ele onde estarei Oh amo malvado Que me deixaste desnorteado Evapora-te na tua própria escuridão Nunca mais quero este triste fado Seguir em frente é o caminho O cais está prestes a surgir O que lá vai, lá vai Não quero mais ao que sou fugir Para trás não olharei mais De vez em quando ainda te miro Oh incomparável explorador frio ...

Deslumbramento

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Oh criatura boa De olhar sereno e espírito penetrante Não foi à toa Que me deixei tocar pela tua música vibrante És o sol que nasce da aurora A Primavera que está para vir O presente, a memória Eu sou capaz de sentir Os teus olhos tocam os meus O elixir da vida tomo contigo Sinto a esperança nos sentimentos teus Nasce um olhar contemplativo Eis a paz, a esperança O vento da mudança O sol de uma nova aliança Sopram os ventos de mudança Estou deslumbrado Tal é a tua mansidão Preenches-me a alma Vives… Conduzes no meu coração! R.A.O 2019

Amor Nostrum

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Há muitos anos ele viveu No contexto de um império Romano esse império era Por um mar se interessava O Mediterrâneo o império amava “Nostrum” a ele chamava O “mare nostrum” muitos territórios banhava Portugal ali estava Muitos quilómetros algures, No meio de nenhures Israel desesperava Na mão de governadores, Sumo sacerdotes e doutores da lei Um pobre homem clamava De amor eram os seus versos Apóstolos e discípulos orientava O Messias ele era Emmanuel ali estava Ungido ele sabia ser De valores se norteava Jesus se chamava O Cristo ele se tornou Na cruz tão dolorosa Ela o Homem carregou O homem que era Jesus O Homem a quem ele deu a luz NÓS por ele fomos libertos Da sombra da morte nos livramos Sempre escutamos o seu sofrimento Sempre e a todo o momento Inadmissível é o esquecimento A nuvem outrora negra Água viva começou a libertar Ao terceiro dia a matéria se renovou Algures naquele velho mar O Mediterrâneo se salvou… Jesus ressuscitou! “Nostrum” é o mar O lago da violência O espelho ...

Reflexões

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O melhor presente de Natal são as definições do tempo, as pessoas especiais que entram e permanecem na nossa vida e o fruto do nosso trabalho. Quem acolhe o Deus menino no coração exterioriza amor e o amor dá o seu fruto no espaço temporal entre natais. Que a nossa vida não seja um Natal após o outro, mas cada um melhor que o anterior. Façamos dela um autêntico advento onde reine o pão, o amor, a saúde, a paz, a liberdade e a prosperidade! E que um dia todos nós possamos criar (e co-criar) a nossa própria estrutura! A todos um santo e feliz Natal!

11 de Setembro

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  Céu azul no dia 11 de Setembro de 2014. Esta é a forma de homenagear as vítimas do 11 de Setembro cujo céu azul ilumina 13 anos depois as suas almas e corações dos seus familiares. "...Só te queria dizer que te adoro e que ligo quando estiver a salvo, está bem, mãe? Adeus." Palavras de Stephen numa mensagem gravada no gravador da mãe. Jim, 35 anos, tinha acabado de ser aceite numa nova empresa e deslocou-se ao seu gabinete no 86° andar da Torre Norte apenas para ir buscar as suas coisas , no dia 11 de setembro de 2001. Antes da morte ligou à mulher Jill: "...Amo-te. Diz à Nicole que a amo. Não sei se vou ficar bem. Amo-te muito." Brad Fetchet de 24 anos, operador, decidiu ligar para a sua mãe mas de uma forma confortável, sem saber que era uma despedida, pois a chamada ocorreu nos 17 minutos entre o embate na torre norte e o da torre sul: "Olá mãe. É o Brad. Quis ligar para te dizer, já deves ter ouvido, que um avião chocou contra a torre 1 do World Trade Cen...

MARÉ VAZA

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  É assim que ela está, não é verdade?  Nem alta, nem baixa!  Alberga tantos seres vivos, outros a experimentam. Tantos outros a exploram, poucos cuidam dela!  Ela lá vai andando, no limite, da maré alta para a maré baixa, deixando expostos trechos de areia e rochas que estavam submersos. Sim, a maré está a baixar de dia para dia, como se fosse lágrimas, mesmo que não de forma visível.  Talvez esteja a querer ficar sem ondas, a ter a leveza de um rio, cansada que tudo desague nela!  De no Verão todos a abraçarem, para no Inverno não ter quem as experimente, excetuando os verdadeiros surfistas.  Ela deixou de acreditar no amor genuíno e desinteressado. O amor tornou-se um recinto armadilhado, onde muitos não pedem licença para entrar. Está a transformar-se num vazio de conhecimento, caráter, disciplina e mentalidade.  A maré apenas está a trabalhar os seus, a tentar também ela ser feliz, cansada de ter sempre palavras para dizer. Podemos dizer que,...

O INFANTES DE IFRÍQUIA E OUTROS LUGARES

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  Confederación Mundial literaria Plumas y Letras de Curumaní.  Poesías para las naciones Autor: Rui Alexandre Oliveira  País: Folgosa (Maia), Porto, Portugal  22 de Julho de 2025 O INFANTES DE IFRÍQUIA E OUTROS LUGARES Em Ifriquia e outros lugares Vivem infantes  Habitantes de incríveis castelos  Castelos de palha e madeira construídos  De olhos belos e corações erguidos  Maltrapilhos de pés descalços  Contrastantes da faustosa indumentária  Da Eurásia ao Ocidente global  De pedra, tal e qual, majestosas fortalezas  Cenas vivas das ilusórias e estéticas belezas  Afinal, o que é verdadeiramente belo?  O que é verdadeiramente belo senão a realidade... Plural, da maioria universal!  Daqueles a quem ninguém estende a mão  Cujos colégios se situam no chão  Em lugares e edifícios que nada têm de magistral  Tudo isto para nós é banal  Dos banquetes, eis a verdade  De quem em dias, nada come!...

A HORA MÁGICA

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  Lugares recônditos, paisagens aparentemente banais, mas abençoadas pelo Pai.  Tal e qual o sol quando se põe. Neles vivem seres vivos que desconhecemos. Incluindo humanos, com um coração extraordinário e que, à luz do anonimato, dão um extraordinário contributo!  Quantas histórias deste e de outros tempos, quotidianas, se espelham nesta hora mágica, muitas que desconhecemos... Quantas no futuro ela sinaliza? Enquanto andamos distraídos nos nossos afazeres mútuos, a atropelar-nos uns aos outros... outros tantos apenas escolhem "permanecer"!  Permanecer nas suas vidas, não longe da vida, mas distantes das horas de maior "exposição"!  Não vivem por aplausos, vivem para Deus. Assim é a hora mágica das pessoas comuns...  Aquelas que também dão e que se dão...   Aquelas cuja força e luz provêm lá de cima! Aquelas que dizem "sim" à vida e em que o último fim de tarde morrerá antes delas!  Aquelas que todas as horas são mágicas!  R.A.O 22/07/2...

Tudo que se quer

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Grupo Passarela Literária  18° desfile na passarela Tema: Tudo que se quer Rui Alexandre Oliveira  Folgosa (Maia), Porto, Portugal  Data: 17/07/2025 Olhares entrelaçados, ventos levados Espelho de água, portal coronário  Eis o reflexo, o espelho um do outro Sou tua imagem, chamas-me pelo teu nome Agora, vem comigo, percamo-nos, por entre, um do outro, as memórias Neste lugar sem tempo De presente, o instante  Possas ser sempre feliz Eis o que te desejo Sê transparência como a água, paciência como o rio. Intensidade como o mar, sem passado e sem futuro  Calmaria como um lago, resistência como um glaciar, Por entre o estrepitoso silêncio , fazemos, um do outro, poesia Eu não sou teu, não te pertenço, quase não existo Sou aquele que vive em ti Teu amante, o teu melhor amigo Estarei sempre contigo, no coração  Onde fixares os teus olhos, na conexão, os acharei  Vem comigo, no concreto ou no abstrato Sou a onda que te encaminha  A barca que te tra...

Ano Velho

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  Quando vim até vós, muitos me ansiavam, na crença incólume que seria perfeito. A nossa tragédia é essa. Criam em nós imensas expetativas, quando somos só situação passageira, uma mera peça do tempo. Chegamos a um momento que o novo ano que virá vira ânsia. Já nós, caímos em desuso, ainda existimos. Entre queixumes, já ninguém de nós ou nos fala! Espero, agora que estou prestes a partir, ter feito a diferença na vida de alguém. Tenho a certeza que fiz na de muitos. Que serei recordado por outros tantos com imensa saudade. Para onde vou, ainda não sei. O mestre do tempo terá certamente uma nova missão para mim. Como para vós. Não a desperdicem! Peço a 2025 que vos guie e oriente, tal e qual eu e os meus antecessores, em cada mês, dia, hora, minuto e segundo. E peço-vos que não o desiludam, nesta tentativa permanente que os anos é que têm de correr bem, enquanto tantas vezes estais adormecidos. Um abraço e até sempre, Ass: Ano Velho

SEM POUSO DEFINIDO

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  "Sim" exprime anuência. Eu prefiro, sem despeito pelas regras (gramaticais), sinónimo de "dar". Procuro dizer "sim", pelo simples ato de "dar", doar-me. Nunca pelo simples e mero efeito de consentir. Não houve uma única vez que ouvissem da minha boca um "não". O que é afinal dizer "não"? Envolve, pura e simplesmente, recusa, oposição ao "sim". Sem compassos de espera, pois não falamos de advérbios de circunstância. O meu "sim" em todos os planos, espiritualmente e humanamente falando é um "sim" comprometido e completo. Não em tão raras ocasiões, suspendi o meu "sim". Afinal, há momentos, há tempos e há pessoas. Também já o retomei, menos vezes. Com o tempo e a desilusão, o meu "sim" foi-se tornando cada vez menos excedido, mas igualmente forte. Nunca me irão ouvir dizer que "não". Contudo, a minha natureza é exprimir-me por palavras, palavras essas que se mantêm em ...

SOLSTÍCIO

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  Romantizamos o Natal. Como se este fosse um período de amor e de paz. Como se pudessemos esquecer por momentos o que e quem nos fez mal ou todos os nossos problemas desaparecessem. É como se os conflitos estacionassem por momentos. As luzes e a alegria dos eventos tocam-nos, distraem-nos, por entre o brilho, a esperança. Tudo agora será melhor. Esquecemo-nos que o Natal ocorre no auge do solstício do Inverno no hemisfério norte, os dias diminuem, as noites crescem. É um tempo frio, não só climaticamente, mas energeticamente. Um tempo tenso, muito tenso. Nada nos resta após a "magia" do Natal, os preparativos, a clausura em nossas casas, fazer como ele, partir para o mundo novamente. Sim, o menino, entretanto cresce. Depois dos magos, do Egito e de regressar à Galileia. O difícil agora é manter. Manter tudo o que nos torna seguros, nos permite realizar as conquistas diárias, sobreviver a um mundo difícil. Manter as nossas relações e, sobretudo, o autocuidado. Não sabemos, pe...

REFLEXÕES

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  Assim foi e é Natal... E como é bom sentir-me quase radicado num outro lugar a que também posso chamar casa! Verificaremos quando Jesus crescer que ele não só procurou abrir os olhos aos fariseus, aos escribas, aos doutores da lei, mas também à "plebe" do seu e atual tempo, não a grega que definia o povo como um todo. O povo, Cristo previligiará sempre! Já dizia a escritora italiana Elena Ferrante, pseudónimo de alguém de identidade desconhecida, mas cuja obra é brilhante, conhecedora profunda da natureza humana, incluindo em "A amiga genial": "Você sabe o que são os plebeus?". "Sim, professora". Eu sabia o que era a plebe naquele momento, e com muito mais clareza do que quando Oliviero me perguntou anos antes. A plebe éramos nós. A plebe era aquela briga a comida junto com o vinho, aquela briga para ver quem era servido primeiro e melhor, aquele chão imundo por onde passavam e passavam os garçons, aqueles brindes cada vez mais vulgares, (...)...

DEZEMBRO

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  Gostava que a árvore de Natal fosse uma montanha, o topo da árvore o seu cume, a estrela, uma pessoa, tal e qual as luzes! Pessoas acesas, com consciência que todas cabem no cimo, que são luzes de si mesmas! Gostava que o presépio simbolizasse o presente e os presentes, autênticos presépios! Ou, se calhar, se deixar uma meia pendurada, tirar de lá coisas passadas, embrulha-las, e torna-las (um) presente! Lassa-lo o suficiente para caber nele toda a gente! Oferece-lo a mim mesmo, pedir um desejo: Aquilo que, no fundo, sempre havia de ter sido. Já os postais, esses, gostava que fossem preces, agradecimento, e, no seu conteúdo dissesse: "Obrigado por tudo!" Assim, o tempo do Natal, fosse um caminho, uma ode ao Homem novo, no outro lado do espelho, que podia ser um vale, uma cascata, entre duas árvores de Natal. Afinal, ainda se lembrarão que o pinheiro seria, na verdade, uma montanha, onde cabem todas as possibilidades! E Deus estaria sempre lá! R.A.O 12/12/24