O INFANTES DE IFRÍQUIA E OUTROS LUGARES

 


Confederación Mundial literaria Plumas y Letras de Curumaní. 

Poesías para las naciones

Autor: Rui Alexandre Oliveira 

País: Folgosa (Maia), Porto, Portugal 

22 de Julho de 2025


O INFANTES DE IFRÍQUIA E OUTROS LUGARES


Em Ifriquia e outros lugares

Vivem infantes 

Habitantes de incríveis castelos 

Castelos de palha e madeira construídos 

De olhos belos e corações erguidos 


Maltrapilhos de pés descalços 

Contrastantes da faustosa indumentária 

Da Eurásia ao Ocidente global 

De pedra, tal e qual, majestosas fortalezas 

Cenas vivas das ilusórias e estéticas belezas 


Afinal, o que é verdadeiramente belo? 


O que é verdadeiramente belo senão a realidade...

Plural, da maioria universal! 

Daqueles a quem ninguém estende a mão 

Cujos colégios se situam no chão 

Em lugares e edifícios que nada têm de magistral 


Tudo isto para nós é banal 

Dos banquetes, eis a verdade 

De quem em dias, nada come! 

Da água, eis a escassez 

Tantos de nós que de lá a importam 

Da verdade, a realidade! 


Assim são os dias transformados em noite escura

Daqueles para quem o sol também brilha 

Com elementos da natureza 

Constroem até mesmo uma "gargantilha" 


Por entre a felicidade que irradia...


Sim, o pouco para os infantes de Ifríquia é ouro

A paz, para muitos, uma miragem 

O que para nós é uma enorme ventania 

Para eles é uma guerra vazia


De Ifríquia e não só fica esta imagem 

A quem são negados os direitos

À educação, à saúde, ao lazer, 

Além da proteção

Que se opõe à exploração e discriminação


Para suas altezas, de Ifríquia infantes 

E de tantos outros lugares mais, fica a mensagem 

Daquele que não se esconde 

Cujos olhos não se fecham


O futuro pode ser uma miragem 

E os infantes não vierem a ser príncipes 

No entanto, enquanto reinar a esperança 

A escassez vira e virará bonança 

E o sonho ditará uma viragem! 


Para quem, o amor, virou coragem! 


Rui Alexandre Oliveira

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