Jesus Cristo, arquétipo de peixes - Sintonização Crística


Jesus Cristo é o arquétipo do signo de peixes...

O nome grego de peixes é ICHTHYS, que é um acróstico de Cristo. O I significa Lesous, ou seja, Jesus, o CH, Christous, Cristo. TH, Theou, ou seja, Deus. O Y, Tios, Filho. O S, Soter, o Salvador. 

Jesus Cristo Deus, Filho e Salvador.

Este nome grego passou a ser usado como um sinal secreto pelos primeiros Cristãos, marcando o nome grego "ICHTHYS" nas catacumbas com o objetivo de se protegerem das perseguições religiosas, ao mesmo tempo que garantiam a sua sobrevivência de modo a que o Cristianismo se propagasse.

Na tradição Cristã, os peixes representam o peixe milagroso, Jesus pescador de homens, o batismo da água.

O peixe vive na água, no Oceano, formado por infinitas gotas iguais umas às outras. Também os nativos de peixes, tal como as gotas infinitas do oceano, buscam a sua infinita conexão com todo o divino. Jesus Cristo e os apóstolos não reconheceram fronteiras. Viajaram numa pregação que durou 3 anos da Galiléia, passando pela Judeia e a Samaria até Jerusalém. Estes últimos após a morte do mestre difundiram o Cristianismo pelo mundo e todos ascenderam ao céu.

O nativo de peixes quer se dissolver nesta imensidão como um espírito que se congrega ao Espírito do Pai Celestial, tal e qual Jesus Cristo. O Pai omnipotente e omnipresente, que está em todos os círculos, no nosso inconsciente. O Oceano representa esse mesmo inconsciente. 

Na Quarta-Feira de Cinzas, primeiro dia da quaresma, o Sacerdote coloca as cinzas sobre a cabeça de cada um dizendo: "Do pó vieste, ao pó voltarás". O nativo de peixes assume está profunda consciência, à semelhança de Jesus Cristo no sentido que o corpo se torna pó, mas o espírito regressa ao Oceano Primordial onde se origina a vida. O pisciano, tal como o ciclo da água, conserva um grande desejo de um dia voltar para casa no reino espiritual.

O mar, habitat dos peixes, exerce um fascínio sobre quase todas as pessoas. Ele tanto une quanto separa as pessoas e os povos. Quase todos gostamos de olhar o mar que nos acalma, mas a sua sua fúria jamais é calma.

Não há melhor lugar do que o mar para o surgimento de visões, para irrupção do inconsciente, para contemplar o mistério da vida que Jesus nos incutiu perante a profundidade do coração, semelhante à do mar que alberga tantos mistérios e seres por descobrir.

À semelhança de Cristo, Peixes é símbolo de nascimento e restauração cíclica, dada a sua capacidade de reprodução. Também Cristo reproduziu novos ideais, novos seres interiores, novas pessoas que se reencontraram no poder glorioso do amor.

Peixes é um signo ligado à sabedoria, sabedoria que Cristo partilhou com todos aqueles com quem se cruzou, realizando autênticos milagres, sobretudo de coração. A tarefa de peixes é, tal como Cristo, buscar o que a cultura dominante negou, para trazer de volta aquilo que é mais importante: O amor e a compaixão!

Em peixes, vivencia-se a santificação pela água, o batismo sacratissimo. O amor pisciano encontra-se na base de todos os sacramentos: no batismo, a integração de uma comunidade, no matrimónio e na ordem, a fundação de uma comunidade, na extrema unção, a partida de uma comunidade visível para uma comunidade invisível, na reconciliação e na eucaristia, na libertação e remissão dos pecados através de uma participação mística. No crisma, a escolha da pertença a uma comunidade.

Peixes está em contacto com as profundezas emocionais e psíquicas, dos quais eles temem perder o controlo. Os piscianos em particular são seres emocionais, sonhadores, românticos, cosmologistas, características atribuídas ao seu arquétipo Jesus Cristo. 

Tal como este homem nos ensinou, em peixes o início e o fim de todas as coisas estão conectados em algo infinito e eterno. Peixes representa a dissolução da matéria, o retorno da substância à essência, a desintegração do estado sólido ao estado primitivo, princípio basilar da ressurreição cristã, num renascimento profundo da alma e do espírito.

Tal como peixes, Jesus Cristo tinha duas opções para utilizar os seus dons: A evolução espiritual ou a confusão e a decadência. Cristo escolheu a evolução e a moral em detrimento da imoralidade, da desonestidade e da despersonalização. 

A bíblia conta-nos as histórias da sua infância e revela-nos a sua enorme inteligência, racional, emocional e espiritual quando aos 12 anos, partilhava com os "doutores do templo" mensagens que Deus Pai lhe dava. Inspiradas no amor, essas mensagens chegavam ao coração de Maria, sua mãe. Depois deste acontecimento só voltamos a ter notícias de Jesus aos 30 anos, quando ele surge nas margens do rio Jordão, é batizado por João Batista, sentindo pela primeira vez, como nunca, a missão pela qual tinha vindo ao mundo. Cheio do Espírito Santo, como nós que estamos aqui, fez um retiro, sozinho, no deserto, refletindo sobre o caráter da sua missão, vivenciando experiências místicas, como a resistência às tentações do mal. Regressado a casa, partiu e durante 3 anos, juntou e formou seguidores ao longo da sua pregação, com milagres documentados e cuja natureza nos cabe decifrar, à semelhança de peixes, com o coração. Deu a sua vida aos 33 anos por uma causa, a causa do amor, do amor por nós! 

Os historiadores perguntam onde terá andado durante aqueles 18 anos cuja vida não está documentada, tudo indica que terá vivido na sua terra Natal em Nazaré. Contudo a sua disposição para os outros, o amor e os dons sugerem que poderá ter feito parte de grupos holísticos da altura. 

Cada um de nós não terá características de Peixes e do seu arquétipo Jesus Cristo? 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A menina que a morte não fintou...

AS DUAS MARGENS DO MESMO RIO