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A mostrar mensagens de outubro, 2022

Quando o dia se adivinha cinzento...

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Quando o dia se adivinha cinzento e o meu coração remete para a chuva intensa que se avizinha e a mente para os rios cuja enxurrada é certa... Quando o horizonte vira nevoeiro e a visão fica turva... É em ti que penso...  Não me importa a chuva, os rios ou o nevoeiro... Não me importa a visão turva...  Importa-me o arco-íris que em mim representas... A chuva acalma... Os rios regressam ao mar sossegado... O nevoeiro vira sol... Tudo fica claro... Até a visão... E se um sonho de esperança à esperança se resume, a realidade vira efeito!  O efeito do amor na minha vida... Que torna dócil um coração aparentemente frio... Uma mente intelectual que se diz aberta torna-se emoção... O rosto opaco vira sorriso... Por entre tanto, o nada... Na tua simplicidade e humildade, não vês o efeito e a causa que és tu!  Uma das minhas maiores causas!  O sentimento que resguardo todos os dias no meio da minha ânsia de demonstração!  A minha âncora, o meu suporte... Na capacida...

Momentos

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Por vezes há dias que me apetece desistir. Toda a minha vida fui muito ansioso e me habituei, não tanto a fazer grandes planos, mas a idealizar momentos. A maior parte não me correm como espero pois levanto expectativas que os outros, mesmo não querendo, tendem a contrariar.  A pandemia ensinou-me a não idealizar nada a não ser o dia de hoje e a planear o que tem de ser planeado sem grandes idealizações. Quando a hora chega, tudo passou a ter outro sabor e as expectativas são superadas porque na verdade não existem. Concluo que na vida não podemos idealizar. Podemos sonhar, confiar que Deus fará a sua parte e nós a nossa, mas sobretudo ter a consciência que no momento tudo terá de ser gerido.  E é quando percebemos que tudo é gerível que nos apercebemos que a fé só é possível se vivermos essencialmente o momento presente para que possamos ser melhores amanhã.  São os momentos e não os anos que nos marcam e dão experiência de modo a construir um castelo com as várias pedra...

Subsidiariedade e paz

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Nunca o que está "em cima" pode dar ao pequeno o que ele pode alcançar, mas deve sempre auxiliá-lo onde ele não consegue chegar!  A subsidiariedade parece um contrasenso à solidariedade, mas Jesus também nos ensina a pescar e não foi por isso que deixou de dar a vida por nós!  Se dermos a vida pelos outros, servindo-os, dotando-os de instrumentos e da dignidade que todos merecemos o nosso metro quadrado, o país e o mundo vão longe! E aqui temos o primeiro passo para a paz... Verdadeira e efetiva!  Sem ignorar o próximo!  Sem alimentar desmesuradamente ovelhas que poderão virar lobos... Sem criar sociedades doentes numa esperança vã, numa felicidade ilusória e temporária...  Até que o fim chega antes de me ser, lhe ser e nos ser dada uma verdadeira oportunidade!  A paz exige entreajuda, mas também sacrifícios no princípio da subsidiariedade! 

Equilíbrio

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  Não é fácil encontrar o nosso equilíbrio. Só o vamos alcançando, talvez sem nunca o conseguir na plenitude, tão pouco em todos os momentos, quando nos apercebemos que há realmente uma entidade entre nós e o mundo concreto, desde a parede que está à nossa frente, símbolo do obstáculo que pretendemos ultrapassar até à natureza visível.  Essa entidade (invisível portanto) é nada mais nada menos do que a natureza criadora, a alma de todas almas, o corpo que manivela todos os corpos, cuja matéria nos é desconhecida e que chamamos de Deus.  Para mim tornou-se essencial, todos os dias ao acordar e na noite que eu tanto amo reservar no mínimo 10 minutos para meditar. Fora outras horas se vir que existe oportunidade para tal. Porque é na meditação, na consciência da minha própria respiração que me sustém, que me agarra à vida, que eu tenho a plena consciência do TEMPO, que eu sou o meu tempo. Porque é no controlo do meu ritmo cardíaco que me apercebo que o verdadeiro tempo é o m...