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A mostrar mensagens de julho, 2021

O tempo e o instante

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A morte não é mais do que a fronteira entre o tempo e o instante. Entre um lugar de sofrimento e esperança e um mar de amor e mudança!  A morte é o momento de transformação da matéria antes da ascensão para uma nova vida ou até mesmo o cumprimento pleno da vida! Quando encaramos as coisas assim a morte deixará de ser odiada e passaremos a ver o futuro e o pós morte com esperança!  Até lá, viver o dia a dia e disfrutar desta linda "mentira" a que chamamos vida e enriquecermos o corpo, a mente e o que ficará sempre: o espírito... Tudo numa fé racional baseada na evolução terrena, aliada a uma fé extraordinária, virada como objetivo último para este futuro mais longínquo.  Sempre em direção a uma grande esperança que é Deus que não se importará se de vez em quando tivermos pequenas esperanças (um bom carro e uma boa casa, uma carreira) desde que não nos agarremos a elas e as aliarmos a esta grande esperança, a Deus, gerador de vida com uma pequena linha chamada morte pelo ca...

Tentativas e erros

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A vida é uma sucessão de tentativas!  Estamos permanentemente a tentar, sem saber se vamos conseguir...  O mais importante é, de fato, tentar, se necessário errar! Se possível, conquistar!  No final o que conta é a maioria e, a maior parte do tempo, estamos numa sucessão de tentativas e erros até alcançarmos o ponto certo!  Tantas vezes desistimos ou somos "tentados" a desistir, tantas vezes achamos ser invencíveis, quando somos mero pó, convertido em carne, sendo o essencial, o espírito e a alma, invisíveis aos olhos... Só falha verdadeiramente quem não tenta, pois se não tenta, jamais pode errar...  Jamais pode aprender...  Jamais conseguirá ser feliz pois não conquista aquilo que é mais importante: o comando da própria vida... Só possível com tentativas e erros... A verdadeira felicidade está na fé, na crença perene que vamos conseguir ultrapassar as falhas, seguir em frente e que os objetivos se cumprirão no momento certo! 

A minha avó Deolinda

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Deolinda de Oliveira Couto, ou simplesmente a minha avó, nasceu a 8 de Setembro de 1923, na freguesia de Folgosa, onde nasceu, cresceu e viveu até ao fim dos seus dias.  Filha de Alice e Antônio, era a única de quatro filhos de Alice (1900-1993) e António (1894-1960), irmã de Maximiano (1920-2005), Luciano (1924-2007) e Manuel (1935-1966), casados com Arminda (1924-2019) e Dolores (1930-2020), respetivamente.  Finda, a terceira classe foi trabalhar. Casou-se com Arlindo Ferreira Maia (1921-2008), com quem teve seis filhos: Luciano (1944-2005), António (1946), Arlindo (1949), Alice (1951) e Maximiano (1955), meu pai. Pelo meio teve uma filha, falecida aos 9 meses, de quem nunca se esqueceu... Foi avó de 21 netos, sendo eu o mais novo, e bisavó de 13 bisnetos, a última que não chegou a conhecer...  Da minha avó, recordo a sua alegria e paixão pela vida. De acordar de manhã muito cedo e se recolher igualmente muito cedo. De se ocupar das tarefas domésticas e do campo, de pas...

Esperança

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Amanhã é um novo dia Um futuro tão próximo quanto distante Nem sei se o conhecerei O presente sim é o mais importante Por isso hoje vou pelo amanhã esperar Nunca parado, pela missão trabalhar A vida não é uma sala de espera Seja pela morte ou para Cristo regressar A promessa ele vai cumprir Cumpre-a no dia a dia No momento certo ele nos ampara e nos conforta Há que não ansiar pela parusia O mais importante é o mundo mudar Nas pessoas unidade construir Não pensar naquilo que há-de vir O outro escutar, o próximo amar Dia após dia o meu coração sente Felicidade a transbordar Problemas, normais na nossa realidade e mente Mas há que os ultrapassar Esta é a verdade A verdadeira esperança Trabalhar num mundo novo Por Jesus Cristo e o seu povo HOJE… Só assim o amanhã será mudança Um horizonte de esperança O presente viver Um amanhã melhor, em construção, irá aparecer

E agora?

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  E agora?  Eis uma questão preponderante e frequente na nossa vida...  Muitas vezes não encontramos a resposta... Com imensa frequência, a resposta não chega no momento exato e o "agora" parece ser um tempo paralelo e que ultrapassa o tempo presente e o tempo futuro... Contudo, é crucial prestar atenção a este vocábulo: "Agora". Afinal, o "agora" é o que importa e a urgência da questão prende-se com o fato de que o "agora" é que conta. No fundo, sempre contou.  Tantas vezes, nos momentos ditos "normais" substimamos o tempo presente, focados num futuro distante ou vivendo no passado já inexistente... Quando as questões se tornam emergentes, eis que o presente, mesmo que extensivo a um futuro a curto prazo na sua forma e conteúdo, ganha importância relevante...  E agora?  Não posso planear nada...  Como vou pagar uma dívida em atraso?  Como posso ajudar determinada pessoa que precisa de mim?  Como vou explicar uma dada situação?  Será qu...