E agora?

 


E agora? 

Eis uma questão preponderante e frequente na nossa vida... 

Muitas vezes não encontramos a resposta...

Com imensa frequência, a resposta não chega no momento exato e o "agora" parece ser um tempo paralelo e que ultrapassa o tempo presente e o tempo futuro...

Contudo, é crucial prestar atenção a este vocábulo: "Agora". Afinal, o "agora" é o que importa e a urgência da questão prende-se com o fato de que o "agora" é que conta. No fundo, sempre contou. 

Tantas vezes, nos momentos ditos "normais" substimamos o tempo presente, focados num futuro distante ou vivendo no passado já inexistente... Quando as questões se tornam emergentes, eis que o presente, mesmo que extensivo a um futuro a curto prazo na sua forma e conteúdo, ganha importância relevante... 

E agora? 

Não posso planear nada... 

Como vou pagar uma dívida em atraso? 

Como posso ajudar determinada pessoa que precisa de mim? 

Como vou explicar uma dada situação? 

Será que aquela pessoa me irá perdoar? 

Como viverei sem ele(a)? 

O "agora" não só nos remete para o hoje, para o curto prazo, mas ao mesmo tempo que se estende no abstrato, prende-se imenso a um momento e espaço concretos, a atualidade, o "aqui"... 

Realça a importância de não fazermos grandes planos, pois tudo está nas mãos de Deus, do universo, dos corpos astronómicos e celestes, da natureza livre e criadora que sempre seguiu os planos do Homem e, perante danos a si causados, exerce o seu direito de revolta, a partir de inúmeras formas... 

A real solução para os problemas está no exercício da razão, que requere um mínimo de preparação, cautelar e contínua, na ideia de evolução assente em todos os seres vivos, mas particularmente no ser humano, fruto também da experiência, mas também do coração que, não admitindo "ensaios", é o melhor meio para resolver questões novas e limitadas a um determinado momento, mais ou menos extenso, mas que exige soluções rápidas! 

Assim sendo, o "agora" deve ser sempre a nossa prioridade, pois habitamos neste tempo, incluído ou paralelo ao presente e ao futuro imediato... 

E agora? 

Talvez devesse deixar de ser uma questão e, sobretudo, uma oportunidade de sermos felizes... 

Estamos sujeitos ao sofrimento e a felicidade autêntica está na vivência do tempo atual, onde não fugimos dele, mas procuramos interpreta-lo, compreende-lo e nos libertar dele, buscando a liberdade e a mudança! Sabendo desde sempre que ele não se liberta de nós, mas nós podemos libertar-nos, sem nos afastarmos dele, pois está em todo o lado... 

E agora? 

Sê feliz... JÁ... 

Deus no comando! 

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