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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

REFLEXOS PARALELOS

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Quando vim até vós, muitos me ansiavam, na crença incólume que seria perfeito.  A nossa tragédia é essa. Criam em nós imensas expetativas, quando somos só situação passageira, uma mera peça do tempo. Chegamos a um momento que o novo ano que virá vira ânsia. Já nós, caímos em desuso, ainda existimos. Entre queixumes, já ninguém de nós ou nos fala!  Espero, agora que estou prestes a partir, ter feito a diferença na vida de alguém. Tenho a certeza que fiz na de muitos. Que serei recordado por outros tantos com imensa saudade. Para onde vou, ainda não sei. O mestre do tempo terá certamente uma nova missão para mim. Como para vós. Não a desperdicem!  Peço a 2025 que vos guie e oriente, tal e qual eu e os meus antecessores, em cada mês, dia, hora, minuto e segundo. E peço-vos que não o desiludam, nesta tentativa permanente que os anos é que têm de correr bem, enquanto tantas vezes estais adormecidos.  Um abraço e até sempre,  Ass: 2024 Autoria: Rui Alexandre Oliveira

AS DUAS MARGENS DO MESMO RIO

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Fomos, um dia, sementes em solos distintos, Um cresceu no amparo, o outro entre labirintos. Tu trouxeste na bagagem o peso de quem espera, Eu trouxe na pele as marcas de uma longa espera. Somos espelhos de imagens trocadas: Tu, o passo firme em estradas já traçadas, Eu, o camaleão que em cores se perdia, Moldando o próprio rosto na luz que o outro trazia. Houve em mim o estrondo, a explosão e o receio, O medo de errar e o grito preso no meio. Houve em ti a calma de quem nasce com o prumo, Sabendo de cor o destino e o resumo. Mas o tempo, esse mestre de mãos invisíveis, Tornou os nossos passos, enfim, compatíveis. Eu limpei o ruído, ergui a minha muralha, Transformei em escudo o que antes era falha. Hoje somos dois centros, dois eixos, duas frentes, Racionais no agir, no olhar conscientes. Tu, a estrutura que a paz soube erguer, Eu, a fortaleza que a luta fez nascer. Não importa a origem, o trauma ou a sorte, Encontramo-nos agora no mesmo norte: Seletivos no afeto, discretos no plano, V...

REFLEXOS PARALELOS

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 Sou feito de histórias que correram mal, de frases sem ponto final; de livros lidos pela metade. DE HUMANIDADE. Carne, osso e lembranças.  Foi o que perdi que me manteve alerta; o que aprendi na dor que me fez forte e o que entendi do amor que me fez HUMANO. Sou feito de cicatrizes e gratidão.  (Texto adaptado)

LINHAS TORTAS

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  Filosoficamente, é bom questionar o motivo por certas situações na nossa vida não apresentarem um fio condutor, uma razão ou explicação e irmos à procura dos mesmos.  Não obstante, não será igualmente ou até mais positivo também nos perguntarmos: Porque essa linha condutora não existe? Porque não existe uma razão ou explicação? Para tudo, os mesmos são necessários? Não escreverá Deus direito por linhas tortas?  Tenho refletido se não haverá ciclos na minha vida que precisarão fechar.  Por entre pequenas situações isoladas, em diferentes contextos, tudo se mistura.  Os sinais apontam para a necessidade de uma reflexão que ainda está no início.  A maioria dos meus projetos precisam, de fato, ser encerrados ou transformados. A desilusão também precisa ser trabalhada e dar lugar a coisas boas e positivas.  No fim, o segredo é mantermos sempre o que de melhor temos dentro de nós. Projetar o nosso poder interior tem um preço. O telefone, geralmente, não to...

Um olhar do coração

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  Amor, Nas entrelinhas do que te escrevo Reside o afeto, a paixão, o ardor dos primeiros dias A devoção de dois jovens amantes que se conheceram no ocaso  A amizade interiorizada que persiste nos dias de hoje A afeição, o apreço, a ternura que persistirão por todo o sempre  O nosso amor platónico  Que nasceu sem darmos conta  Revestido também ele de dor  (e cor)  Foi, um dia, aquele amor que adoece  Que era para ter sido e já não é O nosso bem querer  A nossa estima  O zelo  Substituíram a direção e a veneração  E tu?  Onde estás?  Para além do meu coração e no enxugar dos meus afetos... Rui Alexandre Oliveira

CONTINUIDADE TEMPORAL VS LINHA DO TEMPO

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  (12 anos separam estas fotografias)  Procuro não olhar para trás.  Quero crer que o menino tímido, inseguro e introvertido de outrora colmatou as fragilidades, não se desligando delas.  Era o que era e sou o que sou... Hoje, enfrento a "dor de pensar", comum à maioria de nós, tal e qual Alberto Caeiro, privilegiando as sensações, procurando estar atento à "eterna novidade do mundo".  Tento que a contenção estoicista de Ricardo Reis me acompanhe, sem aderir totalmente à sua inspiração epicurista, triste na realidade. O prazer, esse, moderado, a conduta ordenada. A inquietação acompanha-me, na realidade, mas a alma de poeta, cristão e não meramente pagão, é inquieta, não é verdade?  A real questão está numa certa angústia, contrária à ataraxia e ausência de perturbação. Sim, um constante diálogo entre o passado e o presente que insiste em permanecer.  Vem-me à memória a criança interior, o adolescente, o jovem adulto que não se adaptou. Da minha infânc...

Nas cordas da minha guitarra!

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  Nas cordas da minha guitarra O silêncio que irradia  No espaço onde os acordes tocavam, pergunto-me:  Entre os tantos que ali estavam,  Que segredos ele escondia?  O som da guitarra silencia  Os mistérios de tantas vidas Tantas vidas aparentemente veladas. Se de repente o som parar e o ruido vier Que verdades serão reveladas?  As notas continuam a tocar  E, com elas, os enigmas criados, os lugares ocultos.  Se o passado revisitarem, velhos esconderijos reaparecerão, o passado, os tumultos. Eis a vida a prestar o seu culto  A natureza humana a seguir o seu caminho Quem não tem velhas histórias para contar? Ao som da guitarra, recordar  O rumo que tantos experienciaram  Uma jornada de coração  Um itinerário  Com carinho  Nos ombros, o xaile que me aquece  O calor humano do momento  A minha voz que ecoa Os segredos de outras horas seguem Em frente No velho dia que anoitece No tempo que voa Rui Alexandre ...

O meu coração em forma de verso

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  Grupo Passarela Literária  42° Café na Passarela  Tema: Versos do meu coração  Autor/a: Rui Alexandre Oliveira  Título: O meu coração em forma de verso  País: Portugal  Data: 29/11/2025 O meu coração é um verso  Tão próximo quanto distante  A quem a mente ora  Subserviente Ao serviço de quem nele deposita esperança Pedem-lhe inspiração, mas nem sempre encontra homólogo  Com quem formaria uma rima emparelhada Tão pouco cruzada  O meu coração renasce a cada dia E há dias que só encontra palavras interpoladas Sente-se distante, como um verso solitário  Participou em tantos e belos poemas  Que se esgota, cansado de tanta multidão  A qual só lhe acrescentou solidão Um decassílabo feito monóstico  Assim está, mas não é

LIBERTEI-TE

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  Finalmente, libertei-te, já não gritas ou carregas um peso, estás em paz!  Pela primeira vez, o olhar foi de compreensão, o sorriso eterno, o suspiro, de despedida. O abraço, através dos braços que são os mesmos, a convicção que continuarás a ser parte de mim, nos olhares, nas memórias, mas já não me visitarás. Já não me definirás!  Agora és livre e, por isso, voaste!  Já eu, continuarei a ser do "tamanho do que vejo" e não "do tamanho da minha altura"... e verei o universo cada vez mais a partir da Terra!  R.A.O 30/11/2025

CUMPRIMENTOS DE DESPEDIDA - Parte II

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  2025 está a chegar ao fim.  Foi um ano bonito. De perdas, familiares e de mim próprio... mas foi bonito. Sei que os meus entequeridos estão em paz e eu alcancei essa mesma paz!  Foi um ano de desilusão. Falhei um objetivo importante. É a vida.  A caminhada literária, essa, vai se expandindo, lentamente. Foi um ano de estabilidade. No trabalho e nos ambientes. Entre a estabilidade, a expansão e a tensão, assim estou!  Muito mais consciente do meu auto empoderamento e das minhas emoções. Diria que das minhas habilidades, mas esse é um assunto para o próximo ano. Continuarei a desenvolver a minha consciência, auto cuidado e um certo escudo protetor, sem exageros. Como será 2026? Não sei ao certo, nem perco muito tempo a pensar nisso. Faço, como sempre, pequenos planos, só meus, até à sua execução e concretização.  Agora, há um ciclo anual para terminar e resolver assuntos pendentes. Deus no comando! R.A.O 23/11/2025

MONÓSTICO

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 Grupo Poético Caminho de Sensibilidade  205° Encontro Pôr do Sol  Tema: “Teu tom é minha inspiração" Autor(a): Rui Alexandre Oliveira  Título: Monóstico  País: Portugal  Data: 19/11/2025  Querido eu,  "És a inspiração de mim mesmo" Pensei tantas vezes, enquanto movia as águas do meu próprio barco.  Eu era (e sou) as minhas próprias ondas.  Eu sou o meu próprio oleiro. Sou eu que faço as minhas canções.  Da minha vida, um poema!  Até que pensei:  Querido eu, Qual o verso que rima comigo?  Que partilha comigo o mesmo tom?  Que fará renascer, um dia, o meu coração?  Um coração repleto de música,  disfarçado por entre as minhas métricas!  Onde está a lírica pessoa que me dirá: "Se não nos for possível o mar,  encontremos o nosso pequeno lago! Se o barro não for suficiente,  moldemo-nos um ao outro com plasticina, por entre as nossas comuns fragilidades! Se não der para escrevermos uma bela q...

O hOMEM

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  Vivemos em um mundo onde (também) não é fácil ser homem. Nós, homens, somos vítimas do feminismo enraizado e que já não faz sentido.  Somos reféns de traumas ligados ao patriarcado. Metidos no mesmo saco no que concerne ao machismo. A media resume-nos a monstros. Afinal, tudo aponta que sim, mais mulheres são vítimas de violência doméstica, sendo muito mais divulgados casos em mulheres do que em homens, tantas vezes numa lógica punitiva. Sim, somos também vítimas da violência escondida.  Tantos, de violência psicológica, inclusive de mulheres, muitas que nem o viveram, mas que se aproveitam do passado das suas mães e avós para se afirmarem, num combate, tantas vezes, cego. Quantas vezes somos vistos como menos necessários. Afinal, persiste a ideia que a mulher nasceu para ser mãe. É certo que o (mais belo e interessante) corpo feminino está criado para esse efeito. Há vínculos entre mães e filhos, impossíveis com o pai. Por isso mesmo, um esforço muito maior que o homem...

CARTA A DEUS

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  Paizinho, Não sei se recebes cartas, se tens acesso à internet, a e-mails ou a redes sociais. Contudo, sei que acessas ao meu coração, com o mesmo ápice que criaste o universo.  Também sei que o teu tempo é mais rápido que o nosso. Quero crer que biliões de anos a esta parte, no tempo divino, passaram-se apenas 24 horas.  A vida aí, nessa dimensão, transversal, mas paralela à nossa, será um instante. Por isso, não tens tempo para disparates, como nós cá na Terra, mas das-nos tempo para os resolver, nos transformar, com a nossa inteligência e conhecimento, ajudar-nos a triunfar. Uma pena, pois, apesar de tudo, tantos seres humanos insistem em ter a razão tão distante do coração. Será que um dia isso vai mudar? Quando terminará definitivamente a tormenta? Até lá, há que acreditar que a mesma nos conduzirá à luz e que tu, no exercício do nosso livro arbítrio, vais reinventando o sistema. Gratidão, paizinho, cuida de todos nós, do bom ao vilão! Ajuda-nos a não pensar que o ...

REFLEXOS PARALELOS

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 Não sei onde estou.  Organizo a minha mente e o meu coração.  Cortei nos excessos.  No excesso de substâncias. No excesso de pessoas.  No excesso de momentos de maior confusão. No excesso de pensamento. Pela primeira vez, como Alberto Caeiro, procuro apenas sentir.  Só porque não me identifico com Campos, faço minhas também as palavras de Ricardo Reis:  "Para ser grande, sê inteiro: nada teu, exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive." Felizmente, apercebi-me primeiro do que Pessoa que a consciência pode revelar-se uma possibilidade real. Talvez, por isso, nunca serei um génio como ele... ou tantos outros, talvez!  Só sei que não quero que me recordem como um comum mortal!  Não sei onde estou, nem para onde vou... e isso é bom!  Tomei e prático a consciência de quem sou!  R.A.O 12//11/2025

NEBLINAS

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  Já não sei quem sou... já não sei quem és. Somos réstias de quem um dia fomos... partículas restantes dos abraços que demos!  Neblinas e chuva fina quando comparados com as nuvens e tempestades de outrora. "Molha tolos" quando queriamos encharcar. Continuamos a não ser nada e o nada continua a ser tudo!  Não que tenhamos desistido do céu. Só estamos mais próximos do solo. R.A.O 11/11/2025

Senhor Gentil

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  37° Ciranda na Passarela Data: 04/11/2025 Tema: Gentileza gera gentileza País: Portugal Título: Senhor Gentil  Autor: Rui Alexandre Oliveira Senhor Gentil Como me lembro... Meu querido Gentil Possuidor de uma empresa chamada "Bondade" Os salários tinham como valor a alegria O capital de "Bondade" era a escolha A produtividade, uma reação em cadeia... O valor da reforma é sentirmo-nos como devemos ser!  As férias e fins de semana, um efeito dominó na comunidade O investimento, a força, e não fraqueza!  As crises, compensadas com coragem. Senhor Gentil, A sua propriedade e patronato são sinónimo de amor. Gentileza gera gentileza  Agora, que partiu,  A sua despedida é sinónimo de acolhimento!  A sua vida, expressão... De amor e cuidado!  A "Bondade" continuará o seu triunfo!

JERUSALÉM

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  Tenho a minha morada física onde habito, mas no meu coração resido em Jerusalém.  Não a atual Jerusalém, dividida, tão pouco a Jerusalém que um dia rejeitou os seus profetas e, sim, a Jerusalém em que creio, quem sabe a Nova Jerusalém e que todos sonhamos!  Por isso, creio que a rutura faz parte da vida. Um dia, todos rompemos com o nosso próprio caráter. O nosso caráter terreno. Como seria se não nos desprendessemos ou mesmo rompessemos com as "pequenas coisas"? Não há que ter medo, sobretudo quando na nossa atual morada jazem, quantos ainda em vida, tantos profetas, perseguidos e apunhalados. Quando ainda habitam perante o mundo tantos "senhores", respeitados pelo poder material, bajulados, mal amados, é certo, mas cujo passado procura-se "esquecer" em detrimento de interesses? Pessoas que tinham o poder de mudar uma comunidade, muito mais do que os próprios governadores, mas preferem manter a sua morada fechada?  Dito isto... poderei até, um dia não m...

TUDO ESTÁ ESCRITO!

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  Visualizo os seres que me visitam e sinto-me protegido!  Observo o céu e sinto que ainda temos tantas coisas por descobrir.  Interrogo-me: Não será na fé e na incerteza que está a verdadeira beleza da existência?  E sim, cada vez creio mais: o amor, esse... tem ASAS e voa!  É difícil e tem mau feitio, mas nada é tão poderoso quanto o amor, em todas as suas formas. É a luz do mundo. Nada lhe vence!  Por vezes, adquire formas belas para nos presentear e fazer crer que tudo está escrito... e que muito nos espera.  R.A.O 29/10/2025

CELEBRAR-NOS

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  Um dia, contemplei o alto em pleno palácio, feito cowboy.  Cabelo grande, próprio da época e barba feita, botas que parecem pertencer à pré-história.  Inseguranças disfarçadas, uma visão da vida em linha reta.  Medo que me assolava, a fé existente, mas muito ausente, o coração, sempre, muito perto da boca. Tudo o que dizia, estava certo. Afirmava-me, em vão. A visão do alto, essa, revelou-se tão diferente. A pessoa que sonhava não é a que está hoje aqui presente. Os planos nunca foram meus e alguém fez-me optar entre dois caminhos.  Entretanto, quando me desviava, por entre becos também, fazia-me voltar para trás ou, se calhar, arriscar e seguir por estradas que não me tinha auto-proposto.  Hoje celebramo-nos, quando visualizamos interiormente quem um dia fomos. Somos, sobretudo consciência, estamos sempre em transformação. Uns expandem-se, outros vivem presos a dogmas e rituais, convenções, conforme lhes dizem o que é "certo" e "errado".  Fomos assi...

EXPANSÃO

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  O que nos estimulava no passado, não é o que nos estimula hoje.  As pessoas, os ambientes, as coisas.. Sim, o que no passado nos fazia felizes, hoje parece que tende a limitar-nos. Continuamos lá, mas é como se não estivessemos.  Ja não são os restantes seres que não olham para nós, somos nós que sentimos já não fazer, necessariamente, parte. Quando nos olham com outros olhos, a corrente das águas, os ventos, o sol, a lua, DEUS, guiam-nos numa outra direção. Não, necessariamente, física!  Apercebemo-nos, nós seres de luz, que o nosso principal objetivo é a expansão da consciência!  O cansaço toma conta de nós...  Sentimos estar numa outra latitude, à medida que temos necessidade de longitude, de silêncio, de gerir as nossas próprias emoções. Sim, a rotina, a agenda, a que nos submetemos, torna-se um impasse à nossa conexão e ao nosso propósito. Queremos viver o que não vivemos, fruto da conjugação do verbo "dar" mas, por ora, sentimo-nos cansados. Quere...

... E A BORBOLETA VOLTOU!

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  Tenho três textos publicados sobre uma borboleta, pensava eu hipotética e que associei sempre a uma pessoa do passado: BORBOLETA, SE A BORBOLETA VOLTASSE, VENTOS DO NORTE. Hoje sei que a borboleta sou eu. Todos nós somos as borboletas que invocamos!  Num destes dias, ia a caminhar, encontrei sob as ervas, em pleno chão, uma borboleta zebra, à espera de ser notada ou praticamente vegetal. Era linda! Fotografei-a com todo o cuidado para não fugir. Depois, vendo que não aconteceu, fotografei-a mais de perto. Julgando estar morta (onde já se viu uma borboleta no chão, sob as ervas?), toquei-lhe. Sim, ela permitiu-me tocar-lhe... e voou... muito trôpega, desorientada, mas voou baixinho. Dirigiu-se para o meio da estrada e um carro foi contra ela. Pobre borboleta, estava condenada à morte! Fui até lá, estava a poucos metros, tirei-a delicadamente dali. Estava viva, mas muito frágil. Coloquei-a em cima de um muro. Fiz-lhe umas carícias com o dedo indicador e começou a alongar as as...

FRUTO PERMITIDO

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  O conceito de felicidade está associado à palavra fruto. Viemos ao mundo para sermos felizes e não necessariamente alegres.  A alegria é uma emoção, um estado de espírito momentâneo! A felicidade, um modo de vida.  Algo estará sempre mal, para ganharmos algo, teremos de abdicar de tantas outras coisas.  A felicidade consiste em ir aproveitando as coisas boas, enquanto seguimos o nosso propósito. Frutificar e semear no coração dos outros. Não devemos, por isso, fugir aos problemas, mas abraça-los. Superar desafios. Eles nos fortalecerão, no seguimento do nosso processo de frutificação.  Sim, é permitido sermos felizes, mesmo tristes!  Aquele que (constantemente) troca a dura realidade da vida em detrimento do mero prazer do momento (embora importante), renega-se a si próprio.  R.A.O 23/10/2025

ESTRO

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  Passarela literária  Evento Relâmpago DIA DO POETA Autor: Rui Alexandre Oliveira  País: Portugal  Data: 20/10/2025 ESTRO  O poeta é um profeta  Sinónimo de recetividade  Na ovulação por si iniciada. Maturidade que se movimenta  Mestre do encanto  Paradoxal  Rico na imaginação  Espelho do real. Alma fecunda  Fértil  Existencial. O poeta é um engenho  Brinca com as palavras Propriedade dos demais. É arte É paixão  Arrebatamento  Penetração  Nos lugares onde muitas vezes não quer estar. É curiosidade  Cioso Desejoso de si e dos demais. É o tempo que não dá tempo ao tempo  É emoção  É sentimento. É simplicidade  É honestidade. É o prazer por entre a própria noite. Puberdade no rescaldo da maturidade. É juventude na velhice Por entre a andro e a menopausa tardias. É a vida em andamento A morte esquecida. Caos no meio da ordem!

O NOSSO NOME

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  O nome que carregamos diz muito sobre nós!  Acompanha-nos durante toda a vida. É a nossa maior marca, o verdadeiro título da nossa obra e não podemos oferece-lo a todos.  Interrogam-me porque me dou a conhecer, enquanto escritor, pelos meus dois nomes e o meu último sobrenome.  Rui é o nome ao qual a minha família e os meus amigos me conhecem.  Alexandre, o meu nome profissional e como algumas pessoas gostam de me chamar. Confidencio-vos que, apesar de ambos os meus dois nomes terem bonitos significados, este é o nome que mais gosto.  Entretanto, socialmente ou como referência/distinção, chamam-me de Rui Oliveira, acho esta necessidade que todos temos de viver em sociedade uma fórmula estranha, contudo não prejudica a nossa individualidade. É pior quando nos associam a outras pessoas, no parentesco por exemplo, ou a alguma situação específica, como se nos resumissemos a um momento ou personalidade a que estamos ligados. O nosso nome, a nossa identidade e...

SEM TÍTULO

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  Eu vim de longe... Eu vim de muito longe!  De um lugar bem distante. Eu HOJE, posso dizer que vim de longe! De muitos lugares... E eis-me aqui, PRESENTE!  Foram tantas as pontes e as estradas... Que consigo ler-te!  Tantos os rios e os mares... Que virei exemplo!  Tantas as tundras e as montanhas... Que me encaras como um oceano longinquo!  E eu com isso?  Eu vim de longe... Eu vim de muito longe!  De um lugar bem distante.  De muitos lugares... De quem fui e de quem sou... E o oceano entre nós criado... Servirá de mote para outros lugares!  Outros lugares maiores para onde vou... Daqui a alguns anos... Eu saberei quem és... previsível... Mas tu!  Não saberás, novamente... quem eu sou!  R.A.O 16/05/2025 emlinhacomosentir.blogspot.pt Olhar: 27/04/2025

ROSA BELA

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  As rosas não fazem aceção entre outras rosas. As rosas são únicas. Brilham tanto em grupo, conforme sós. Destacam-se juntas, como solitárias.  Não, não fazem distinção entre si. Não se distinguem das verduras à sua volta. Elas sabem que também têm espinhos. Não admitem o primeiro lugar e não reagem a saudações. Não ofuscam a beleza das demais plantas. Reservam-se ao seu recato e simplicidade.  Elas sabem quem são, na sua curta vida... Não se dedicam a julgar o agapantho, a gerbera, o malmequer, tão pouco a tulipa ou até o dente de leão quando o vento lhe leva a coroa.  As rosas não a têm, mas recebem as monarca e outras borboletas! Não, não revelam os espinhos das outras rosas, não vá as outras rosas dar a conhecer os seus... Olham para dentro de si... Nem todas ou sempre estão sós, mas gostam de ser sós... trabalhar o seu interior.  Mesmo sozinha, completamente, ou com outras plantas diferentes, consegue construir o seu roseiral!  R.A.O 15/10/2025

ERA FIM DE TARDE

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  Passaram-se muitos anos desde que te vi pela última vez!  Era um fim de tarde de chuva na serra. Tinha de partir. Prometi que te vinha buscar.  Contudo, apercebi-me que tudo o que tinha restado de nós eram as pequenas cascatas de água que escorriam no seio das montanhas, as mesmas que nos permitiam sonhar com um mundo maior, cheio de cascatas maiores que nos esperava. Sim, de repente era como se tivessemos vindo de mundos tão diferentes. À medida que o vento se ia apoderando das árvores, maior era a certeza que não poderia olhar para trás. O teu mundo era muito pequeno para mim. Pensei sempre que apenas sonhavas por mim. Só imaginava o quanto me contemplavas, enquanto desaparecia no horizonte. Hoje que aqui voltei, num novo fim de tarde chuvoso, que faço o caminho contrário ao da partida, verifico como tudo está tão diferente. Tudo o que um dia almejei para mim aconteceu, tudo o que pedi para a serra existia. As ruas modernizadas, o acesso à eletricidade, aquilo que é e...

WHISKY NOVO

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  Desenganem-se os que, como eu, são apreciadores de whisky e, por isso, só degustam de vez em quando, que o whisky velho é melhor que o novo... depende de cada um... e como contemplamos e trabalhamos a substância em detrimento da matéria. Entre elas, existe a essência, que se mantém sempre, seja o whisky velho ou novo... ponhamos o gelo característico do novo, tornando-o mais suave, ou mantenhamos as propriedades do velho.  O mesmo acontece connosco... temos a oportunidade de permanecer no "velho" ou vamos nos abrindo ao "novo", nunca alterando o essencial. Tal e qual o episódio de Marta e Maria... Marta, preocupada com a vida ativa, insistindo no "velho", sem tempo para o "novo" e para adicionar umas pedrinhas de gelo.  Contrariamente a Maria, que precisou de o fazer, que recorreu a forças externas e internas, para ser sempre a melhor versão de si própria... abraçando o "novo". Quando assim é, o banquete torna-se, sem dúvida, mais agr...

CRIAR RAÍZES PARA BAIXO E FAZER CRESCER O FRUTO SOB A CABEÇA

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Nunca me coloquei em lugares ou situações fáceis.   Foi sempre como se Deus me motivasse para desafios que exigiriam muito de mim. Sempre que me queriam impor ajuda e aceitava, tudo corria mal.  Sempre que me pressionavam, era como se o criador me acalmasse e não me deixasse avançar naquela hora e momento e, sim, num momento à minha escolha.  A minha vida é até hoje feita de pressões, por muitos anos "matei a minha cabeça" por não conseguir fugir delas ou até mesmo ceder e o resultado ser catastrófico. Metiam-me para baixo e eu próprio o fazia, sentindo-me não só diferente e revoltado, mas também um fracassado. Hoje em dia, compreendo...  O tempo de Deus não é o nosso e o nosso tempo não é o tempo de Deus!  A força e a motivação vamos buscar a ele e a nós próprios, nunca aos outros. Podemos consultar aqueles que sabemos que nos apoiam, independentemente das circunstâncias e que não impõem a sua visão das coisas, mas é só... Consegui e vou continuar a conseg...

NÃO NASCI PARA SER EU

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Nasci para ser múltiplas almas... para desenvolver uma empatia própria e natural, não forçada!  Revisto-me, por isso, de diferentes simbolismos com quem todos se possam identificar.  Serão poucos os que se apercebem e tudo bem... está tudo bem... e...ainda bem!  Assim, poupam-me de agradecimentos, eventuais elogios e gratificações. Não nasci para ser eu... ou talvez esteja a redescobrir-me... se calhar a reinventar-me.  Às vezes sigo, outras vezes não! Pois há almas que continuam a precisar de mim e eu delas... Tudo bem... está tudo bem...e ainda bem!  Redescobrir-me livre... reinventar-me livre tem sido o maior privilégio que Deus me deu, alavancando a minha própria identidade cada vez mais... ou talvez tantas outras!  A tal empatia natural, que tantas vezes se confunde com ausência ou frieza... mas o essencial está lá!  Não... não nasci para ser eu! Ou talvez sim!  Talvez não tenha nascido para ser o meu "eu" original ou inicial... como se calha...

REFLEXÕES

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  A única dependência plena que devemos ter na vida é de Deus. Quando sabemos interpretar os seus sinais, temos o conforto necessário e nada no mundo nos assustará verdadeiramente, nem conseguiremos que as desilusões atinjam um nível de saturação, a maioria talvez não se tornem permanentes.  Lidamos melhor com as críticas, construtivas e destrutivas, obtemos um maior sentido de escuta, sem deixar de guardar apenas aquilo que, na nossa ótica, naquele momento em especial, nos acrescentará. E seguimos em frente, deixamos que o vento apague tudo o que for, em nós, dissonante. Adquirimos um portal no nosso coração pronto para se abrir ao outro, incluindo ao desconhecido e, acima de tudo, um portão enorme, similar ao do paraíso, que se abrirá ao perdão!  Não deixará nunca de existir em nós um elixir que torna impossível o esquecimento! Aprendemos, deste modo, a ser gratos por tudo, pela fluidez que adquirimos na nossa vida e o sentido que lhe vamos dando!  Por isso, não me...

UM ESTRANHO CASO

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  Não nos cansemos de contemplar o pôr do sol... que nos diz que aquilo que está guardado para nós, acontecerá!  Que o segredo não está em dar-nos com as "pessoas certas" e sim em fazer o nosso melhor. Se assim não for, alcançaremos tudo mais depressa, mas os ponteiros do relógio ditarão a rapidez e o alcance dos nossos fracassos. Agir por instinto, à pressa e através de soluções de recurso, primando pelo mero orgulho, trará até nós um "estranho caso". Até podemos "nascer" aparentemente velhos e "morrer" aparentemente novos. Contudo, uma certa demência se apoderou de nós e não conseguiremos sair dela.  Continuaremos a aguardar os novos capítulos que estão a ser escritos pelo criador e que, para muitos de nós, revelar-se-ão uma desilusão, tantas as expetativas por meras perspectivas!  R.A.O 24/09/2025

VERSATILIDADE E UTILIDADE

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  É assim que muitos nos vêem, como incapazes de adquirirmos uma conexão profunda.  Somos nós e o nosso ego. As nossas múltiplas atividades. A nossa versatilidade e, sobretudo, a nossa utilidade.  Talvez tenham razão... Tendemos a espalhar-nos demais e isso torna-se um vício... A ser um bocadinho de cada um, mesmo que cansados, a proteger-nos de forma a não nos conectarmos, cada vez menos, de forma significativa, com alguém!  Abstemo-nos de ser o foco principal e contentamo-nos (ou tentamos fugir) das meras apreciações ao nosso redor. Deixamos de ser "nós" para passar a ser "eu e os outros"!  R.A.O 23/09/2025

ESTRADA PARA DAMASCO

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  É difícil... mas quando decidimos percorrer a estrada para Damasco, ninguém nos para!  Graças a Deus, cruzamo-nos com variadas pessoas, mas a caminhada é só nossa, sentimo-nos livres e soltos, longe dos vícios, seja dos mais velhos ou mais novos que os procuram imitar!  Eis que a estrada se vai alargando, não sabemos se Damasco estará mais perto ou mais longe, apenas que não somos seres imutáveis ou insubstituíveis, tão pouco precisamos parar a meio do caminho à espera de apanhar boleia de outros (ou da-la sem ensinar a caminhar).   É a fé que nos sustenta e sustentará até ao destino! Vamos levando apenas a bagagem de mão, tudo o que nos pesa nas costas vai ficando para trás!  Conservamos assim esta esperança que Damasco estará... algures! Onde? Só um dia saberemos, mas... esse dia... vai ficando cada vez mais próximo!  R.A.O 06/09/2025

DYNAMENE

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  DYNAMENE Dizem que por muito triste que seja não ter amigos, mais triste ainda é não ter inimigos... afinal quem não tem inimigos, não tem talentos que lhe façam sombra.  Acho que não tenho inimigos, infelizmente portanto, não obstante os meus talentos fazerem sombras... Até um inimigo reconciliado vale mais do que um amigo inconstante... tive poucos ao longo da vida, mas amigos constantes, menos ainda! Serão muito fáceis de contar pelos dedos!  Aqueles amigos por quem dou verdadeiramente o meu tempo a sós, um abraço caloroso e que me acompanham em todos os momentos importantes desta minha frágil, mas maravilhosa existência.

A amizade

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  A amizade é um mar De ondas que se tocam num portal Portal sempre entreaberto  No seu plano perene e imortal!  Assim é este sentimento  Que envolve laços e afeto No seu caráter inquieto e concreto  Às vezes, secreto! Amizade, um mundo mágico por explorar  Nas almas que se encontram  Doces, salgadas, tantas vezes diferentes Verdadeiras quando, como a água, transparentes!  Amizade, um laço bendito  Tal e qual o mar e o céu  Cujo entendimento é só meu e só teu Na imensidão, o grito!  Um grito eterno e intemporal  Muitas vezes  ... de quem já não está aqui Que se estende até ao infinito!  Do mar ao céu  No universo, o sol, a lua e as estrelas No fundo, sem tempo, sem espaço Encandeamento ensaiado por Deus!

Tudo é temporário...

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  Os pensamentos e as estações, os cenários… As histórias, as pessoas! Os meus seis “avós”, quatro biológicos e dois de coração, estes últimos que amei tanto ou mais. Cinco já habitam na dimensão celestial. Os amigos, os irmãos, os pais… até tu mãe, que com o brilho dos teus olhos, disfarças as tuas rugas. Todos nós, com as tatuagens da nossa história que, discretamente, o tempo faz na nossa pele. Mas afinal… e quando tudo é temporário, mas nós continuamos… somos sobra ou frescura, um mero fruto ou semente? É a vida que se vai fazendo, mas o que fazer com o que somos hoje, com o que restou de nós, com os que ainda cá estão, mesmo que incompletos? E com os que partiram? Abrimos as gavetas ou é melhor deixá-las fechadas? Com os que virão e não conhecerão quem fomos e quem foram? Pois é… somos seres cada vez mais incompletos, mas ainda nos temos uns aos outros… nós, os que estamos cá, unidos também pelos que no éden repousam. Por entre os ocasos da vida, o contar das rugas, contemos o...

PONTO FINAL

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Quando comecei a escrever não gostava do ponto final.  Até um certo período adorava exclamar. Interrogar. Até mesmo exprimir-me no imperativo.  Sentimentos, alertas e questões à parte, aprendi a valorizar a simplicidade da afirmação, da declaração. Do ponto final no fim de cada frase. De cada texto.  Que belas são as pausas longas.  Que belo é o final.  Que bonita a oportunidade de recapitular. De voltar a escrever. De um novo texto. De voltar a ser. De dar.  Assim é a nobre arte da escrita. Da vida. Introspecção.