REFLEXOS PARALELOS
Quando vim até vós, muitos me ansiavam, na crença incólume que seria perfeito. A nossa tragédia é essa. Criam em nós imensas expetativas, quando somos só situação passageira, uma mera peça do tempo. Chegamos a um momento que o novo ano que virá vira ânsia. Já nós, caímos em desuso, ainda existimos. Entre queixumes, já ninguém de nós ou nos fala! Espero, agora que estou prestes a partir, ter feito a diferença na vida de alguém. Tenho a certeza que fiz na de muitos. Que serei recordado por outros tantos com imensa saudade. Para onde vou, ainda não sei. O mestre do tempo terá certamente uma nova missão para mim. Como para vós. Não a desperdicem! Peço a 2025 que vos guie e oriente, tal e qual eu e os meus antecessores, em cada mês, dia, hora, minuto e segundo. E peço-vos que não o desiludam, nesta tentativa permanente que os anos é que têm de correr bem, enquanto tantas vezes estais adormecidos. Um abraço e até sempre, Ass: 2024 Autoria: Rui Alexandre Oliveira