PONTO FINAL


Quando comecei a escrever não gostava do ponto final. 

Até um certo período adorava exclamar. Interrogar. Até mesmo exprimir-me no imperativo. 

Sentimentos, alertas e questões à parte, aprendi a valorizar a simplicidade da afirmação, da declaração. Do ponto final no fim de cada frase. De cada texto. 

Que belas são as pausas longas. 

Que belo é o final. 

Que bonita a oportunidade de recapitular. De voltar a escrever. De um novo texto. De voltar a ser. De dar. 

Assim é a nobre arte da escrita. Da vida.

Introspecção.

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