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A mostrar mensagens de dezembro, 2023

A vida a cores

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Num determinado momento das nossas vidas, na idade da afirmação, é comum vermos a nossa vida a preto e branco... Seja durante a plenitude da juventude, no auge do amadurecimento ou até mesmo na fase mais avançada!  Nunca é tarde ou cedo... Para nos afirmarmos enquanto indivíduos perante a sociedade!  Mas... Nunca é tarde ou cedo... Para a necessidade de ver a vida a cores, sem perder tempo com as áreas cinzentas!   Afinal, quantos de nós vive verdadeiramente uma vida boa?  Quantos?  Ao mesmo tempo, quantos de nós tentam?  Quantos tentam ser o melhor possível?  Essa é a melhor forma de conviver, e não fugir, dos pecados do nosso passado!  Para nos aceitarmos como somos, cheios de defeitos e excentricidades!  (Pequenas excentricidades!)  Aceitar igualmente os defeitos e excentricidades dos outros!  (Quando pequenas também!)  Saímos do verbo "afirmar" quando vivemos o "aceitar", pois não devemos fugir de quem somos!  Da ...

Gostava que soubesses...

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Tu és a pessoa mais importante da minha vida!  Tu e todos!  Todos os que viram o meu mundo ao contrário!  E se um dia o infinito me encontrar  Te encontrar... Aguarda-te... Aguarda-me... Um novo amanhecer!  Quero que saibas o que para mim significaste!  O que para mim significas... Não precisarei de flores... Pois tu representas a semente que germina no meu coração!  Não me visites em lugares sombrios... Simplesmente sê!  Sê o que um dia te ensinei a ser Em todo o aprendizado que te transmiti... Ouve as músicas que no passado ouvimos  Visita agora só os lugares que nos fizeram felizes!  Abraça-me a alma  Até lá... "Bom dia" te desejarei!  Até ao fim Até ao último dia!  Ainda haverá muito para viver  Todos os dias, nas mais variadas horas, em cada minuto!  Em cada milésima de segundo o meu coração vai batendo mais forte  Em contraste com a "pulsação" dos anos... Gostava que soubesses... Que naquele dia conhec...

Aprendi a chorar em silêncio...

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Aprendi a chorar em silêncio Não sei quando nem como  Tão pouco onde  Só o "porquê" Esse "porquê" tão lato  Que dá lugar a inúmeras respostas... Porque era menino e faziam-me sentir como um peixe fora de água  Porque me tornei homem e escolheram tentar não acreditar!  Porque um dia escolheram ignorar Preferiram simplesmente continuar sem mim  E eis a minha resposta: Continuar sem esperar  E não espero!  E hoje já não choro Salvo exceção, claro... No silêncio que é de ouro. Sem ti  Sem ninguém  No pleno prazer da companhia de quem demoramos, por último, a amar!  O próprio!  O eu!  Não obstante as lágrimas, a palavra um dia perdida foi achada!  E o fardo mais leve De quem aprendeu a chorar em silêncio  A dar apenas o que se permite dar!

Solistência

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Admiro a solidão das coisas sós Admiro a solidão dos gatos Admiro a solidão das plantas  O simples sentimento de contemplação Admiro a solidão da própria existência Tudo o que foi e já não é A solidão do tempo e de um determinado tempo A solidão do indivíduo A sua provação!  Da pessoa que um dia foi e já não é A solidão do dia e da noite A solidão divina Quão só será Deus?  Porque decidiu simplesmente "criar"? Não para deixar de estar, mas continuar só! Diante esta "solistência", avanço acompanhado... Por ele!  (Inspirado no poema de Guimarães Rosa, Olhos que leem )

Introspeção

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Quando comecei a escrever não gostava do ponto final.  Até um certo período adorava exclamar. Interrogar. Até mesmo exprimir-me no imperativo.  Sentimentos, alertas e questões à parte, aprendi a valorizar a simplicidade da afirmação, da declaração. Do ponto final no fim de cada frase. De cada texto.  Que belas são as pausas longas.  Que belo é o final.  Que bonita a oportunidade de recapitular. De voltar a escrever. De um novo texto. De voltar a ser. De dar.  Assim é a nobre arte da escrita. Da vida. Introspecção.

DIAPASÃO

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O que somos nós senão espíritos que experienciam uma espécie de dormência no interior do corpo e que depois acordam para a real dimensão!  Tudo o que contemplamos na dimensão terrena nada mais é, no fundo, do que uma ilusão, um imaginário, um culto desperdiçado!  E eis que um dia viramos lenda, a menos que por entre este diapasão, toda esta relatividade que nos cerca, sejamos capaz de descobrir o real significado, o sentido da vida e da existência, muito para lá dos nossos olhos e dos nossos limites!  Hoje vejo nos meus olhos um céu chuvoso e aparentemente triste. Contudo, também ouço o som tranquilizador da chuva, até mesmo o cantar dos pássaros, o bater das folhas!  Tudo o que é invisível aos olhos, é sensível ao coração... E quem sabe não viraremos antes memória e até mesmo fábula se cravarmos todos estes ensinamentos no peito!