Tudo é temporário...

 


Os pensamentos e as estações, os cenários…


As histórias, as pessoas!


Os meus seis “avós”, quatro biológicos e dois de coração, estes últimos que amei tanto ou mais. Cinco já habitam na dimensão celestial.


Os amigos, os irmãos, os pais… até tu mãe, que com o brilho dos teus olhos, disfarças as tuas rugas.


Todos nós, com as tatuagens da nossa história que, discretamente, o tempo faz na nossa pele.


Mas afinal… e quando tudo é temporário, mas nós continuamos… somos sobra ou frescura, um mero fruto ou semente?


É a vida que se vai fazendo, mas o que fazer com o que somos hoje, com o que restou de nós, com os que ainda cá estão, mesmo que incompletos?


E com os que partiram? Abrimos as gavetas ou é melhor deixá-las fechadas?


Com os que virão e não conhecerão quem fomos e quem foram?


Pois é… somos seres cada vez mais incompletos, mas ainda nos temos uns aos outros… nós, os que estamos cá, unidos também pelos que no éden repousam.


Por entre os ocasos da vida, o contar das rugas, contemos os sorrisos, num gesto de ternura!


E por entre as nossas maleitas, desafios e deceções, possamos todos os dias… renascer as nossas almas latinas!


Na certeza cada vez maior que… tudo é temporário!



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