CELEBRAR-NOS
Um dia, contemplei o alto em pleno palácio, feito cowboy.
Cabelo grande, próprio da época e barba feita, botas que parecem pertencer à pré-história.
Inseguranças disfarçadas, uma visão da vida em linha reta.
Medo que me assolava, a fé existente, mas muito ausente, o coração, sempre, muito perto da boca. Tudo o que dizia, estava certo. Afirmava-me, em vão.
A visão do alto, essa, revelou-se tão diferente. A pessoa que sonhava não é a que está hoje aqui presente. Os planos nunca foram meus e alguém fez-me optar entre dois caminhos.
Entretanto, quando me desviava, por entre becos também, fazia-me voltar para trás ou, se calhar, arriscar e seguir por estradas que não me tinha auto-proposto.
Hoje celebramo-nos, quando visualizamos interiormente quem um dia fomos. Somos, sobretudo consciência, estamos sempre em transformação. Uns expandem-se, outros vivem presos a dogmas e rituais, convenções, conforme lhes dizem o que é "certo" e "errado".
Fomos assim, somos assim, até aprendermos a CELEBRAR-NOS!
R.A.O
28/10/2025
Olhar de 2013

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