Um olhar do coração

 



Amor,

Nas entrelinhas do que te escrevo

Reside o afeto, a paixão, o ardor dos primeiros dias

A devoção de dois jovens amantes que se conheceram no ocaso 

A amizade interiorizada que persiste nos dias de hoje

A afeição, o apreço, a ternura que persistirão por todo o sempre 


O nosso amor platónico 

Que nasceu sem darmos conta 

Revestido também ele de dor 

(e cor) 

Foi, um dia, aquele amor que adoece 

Que era para ter sido e já não é


O nosso bem querer 

A nossa estima 

O zelo 

Substituíram a direção e a veneração 


E tu? 

Onde estás? 

Para além do meu coração e no enxugar dos meus afetos...


Rui Alexandre Oliveira


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