DEZEMBRO
fosse uma montanha,
o topo da árvore
o seu cume,
a estrela,
uma pessoa,
tal e qual as luzes!
Pessoas acesas,
com consciência que todas cabem
no cimo,
que são luzes de si mesmas!
Gostava que o presépio
simbolizasse o presente
e os presentes,
autênticos presépios!
Ou, se calhar,
se deixar uma meia pendurada,
tirar de lá coisas passadas,
embrulha-las,
e torna-las (um) presente!
Lassa-lo o suficiente
para caber nele
toda a gente!
Oferece-lo a mim mesmo,
pedir um desejo:
Aquilo que,
no fundo,
sempre havia de ter sido.
Já os postais,
esses,
gostava que fossem preces,
agradecimento,
e, no seu conteúdo dissesse:
"Obrigado por tudo!"
Assim,
o tempo do Natal,
fosse um caminho,
uma ode ao Homem novo,
no outro lado do espelho,
que podia ser um vale,
uma cascata,
entre duas árvores de Natal.
Afinal,
ainda se lembrarão
que o pinheiro seria,
na verdade,
uma montanha,
onde cabem todas as possibilidades!
E Deus estaria sempre lá!
R.A.O
12/12/24
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