Relâmpago
Soltam-se as palavras
Levam-nas o vento
Eco vibrante de mim
Uma viagem sem fim
Romântico não sou
Prefiro o real e o concreto
Na antítese da abstração
Que por vezes sinto
Como animal que dorme ao relento
Como uma epopeia mítica
Como quem vê uma estrela cadente
E pergunta porque Deus lhe fez tão diferente!
Entretanto, não sei o que me move
Além de que com a escrita me sinto completo
Sorrisos vários e almas felizes, sem dúvida!
Entretanto... entretanto me perco...
Onde estarei eu por entre os corações que sirvo?
Onde quererão muitos que eu esteja?
E assim, solta-se o grito
O grito de quem deseja
Como quem não quer o que quer que seja
E por vezes já não sabe o que peleja!
Apesar de ficar sempre a cicatriz
Sabe-se o que conjuro
Continuo a não desistir de ser feliz
Rui Alexandre Oliveira
25/07/2025

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