Amor Nostrum
Há muitos anos ele viveu
No contexto de um império
Romano esse império era
Por um mar se interessava
O Mediterrâneo o império amava
“Nostrum” a ele chamava
O “mare nostrum” muitos territórios banhava
Portugal ali estava
Muitos quilómetros algures,
No meio de nenhures
Israel desesperava
Na mão de governadores,
Sumo sacerdotes e doutores da lei
Um pobre homem clamava
De amor eram os seus versos
Apóstolos e discípulos orientava
O Messias ele era
Emmanuel ali estava
Ungido ele sabia ser
De valores se norteava
Jesus se chamava
O Cristo ele se tornou
Na cruz tão dolorosa
Ela o Homem carregou
O homem que era Jesus
O Homem a quem ele deu a luz
NÓS por ele fomos libertos
Da sombra da morte nos livramos
Sempre escutamos o seu sofrimento
Sempre e a todo o momento
Inadmissível é o esquecimento
A nuvem outrora negra
Água viva começou a libertar
Ao terceiro dia a matéria se renovou
Algures naquele velho mar
O Mediterrâneo se salvou…
Jesus ressuscitou!
“Nostrum” é o mar
O lago da violência
O espelho da perseguição
Portador da água da salvação
No final fica a dúvida….
Mediterrâneo, afinal quem és tu?
Amaldiçoado por Belzebu?
Então?
Viva é a tua água
Muitos dos teus povos largaram a mágoa
O amor venceu o medo, a guerra e a perseguição
Fez-se carne em Jesus
O mar é nosso
(O império desapareceu)
Jesus é a nossa luz,
“amor nostrum”!
R.A.O
2019
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