AMOR
Amor
E porque hoje falamos de amor. De relações de amor platónicas e carnais, outras apenas platónicas, pois o simplesmente carnal nada mais é do que desejo, paixão. Uma primeira etapa que deve prevalecer ao longo de uma vida em comum, mas sempre condimentada pelo amor.
Não podemos pedir a um indivíduo que não ceda à paixão, pois esta é o bilhete de entrada para algo mais, viagens mais longas, outras mais curtas, alguns comboios não chegam a partir. No entanto, permanecem os bons momentos e a firme certeza que tudo tem o seu tempo.
No fim virá a desilusão. A desilusão do "ser" ou do "sentimento", da expetativa furada, da transformação temporal ou da morte. Esta é ultrapassada na firme certeza que tudo valeu a pena!
E depois da desilusão? Escolhemos seguir em frente, sós ou acompanhados, tantos agarrados à forçosa esperança de encontrar alguém, como se estar só fosse mau, e é, quando se junta o ingrediente da tristeza e está criada a receita para a solidão. Mas quando estamos felizes sozinhos, aliados à esperança firme, fiel ao seu significado, "espera", sem solidão ou isolamento, é bom estar "só", pois cada paragem da vida nos surpreende, sobretudo quando põe em causa as outras, perante o poder de Deus, do destino, maior do que as nossas próprias prioridades...
14/02/2021

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