NO FIM DE AGOSTO... (Crónica)
O mês de Agosto chegou ao fim e, com ele, as férias. Inicio Setembro, novo ano escolar e laboral com o ego (não a autoestima) muito em baixo!
Não sei se será da idade ou por um sentimento cada vez maior que não pertenço a lugar nenhum. Sinónimo de maturidade, talvez.
Com a sensação de novidade cada vez mais difícil de percepcionar. Com uma insatisfação constante!
Sinto-me um peixe fora de água, perdido entre tantos egos. Quando procuro fazer sobressair o meu, mesmo que sem exageros, há sempre alguém que se encarrega, com ou sem intenção, de o tentar destruir!
Sinto que este será um ano de mudanças profundas, mas a vida reserva sempre as suas surpresas e nada é garantido. Há vitórias que serão nossas, outras que já não são.
Despeço-me, por isso, de Agosto, onde voltarei grato, certamente, com fé!
A maior conquista da minha vida foi, perante tudo o que me deu (ou não me deu) permanecer à tona. Faltou-me muita coisa. Muitas dessas coisas que sempre pensei ter e não tive!
Não, nunca fui um previligiado. A maioria dos que me dizem que fui, essas sim, foram!
Tenho consciência que muito daquilo que eu não tive, eu dou! Os "poucos" verdadeiros registam a minha suposta força para o fazer. As forças não se esgotam, mas são difíceis de renovar quando não temos ninguém, a não ser nós mesmos e os bons momentos onde as ir buscar e exprimir um significado!
A humanidade está tão doente que é difícil para os que possuem uma certa sensibilidade recorrer a alguém que as ajude a suprimir as necessidades.
No final, somos nós que temos de estar bem connosco próprios e nos auto-ajudar.
Muitos dirão que cheguei a um momento da vida em que escolhi carregar as minhas cruzes sozinho. É certo! Perdoei tudo, mas não me esqueço que tantos em quem depositei esperança e sentimentos sinceros, desiludiram-me, incluindo em momentos tão importantes!
Talvez também os tenha desiludido... talvez!
No final de Agosto, após esta crónica, que repetirei no próximo ano, agarrar-me-ei firme à convicção que as coisas boas vieram para ficar.
Calma, este texto, graças a Deus, não é sobre finanças! É sobre empatia! É sobre gratidão! É sobre Deus!
Até breve, querido Agosto! E... gratidão!
Rui Alexandre Oliveira
31/08/2025

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