REFLEXÕES
A rotina e o quotidiano viram vazio quando insistimos, meramente, nas estruturas existentes, com vista a um ideal de transformação.
Tudo o que eram objetivos concretos, esperança e ânimo, vira fadiga. O nosso sonho individual é substituído por uma quimera coletiva, que se revela ilusória, tais os interesses e necessidades de tantos por uma certa exposição social e cujo destino é virar uma mera "amostra", tolos em exibição, aplaudidos sem aprovação.
Hoje, com os corações curados, gratos pela dor um dia sentida, pela sombra que virou luz, alguns decidiram experimentar, também, mergulhar nas águas da sua própria história e instrumentos para procurar dignificar o que resta, na esperança, tão inabalável, quanto talvez utópica, de evitar o total desmoronamento do atual estado de coisas, sem deixar de aceitar que tudo tem um fim. Exceto os valores essenciais...
E é esta postura, tão difícil, quanto necessária, que devemos levar para as nossas relações pessoais, sem medo de pequenas ou grandes ruturas, sob pena de ficarmos para trás, morrendo sem aplausos ou vivendo sendo meramente aplaudidos, na pior das hipocrisias.
Entretanto, continuamos a levar connosco o sonho e o ideal, desiludidos com o combate, sem desistir, cientes que as lágrimas são derramadas, mas o que guardamos dentro de nós nem o mar é capaz de levar!
R.A.O
08/07/2025

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