O VASO
Eis o vaso, feliz, na janela a apanhar sol
Feito de barro, reluz, tal e qual o raiar do dia!De repente, vem uma rajada de vento e o vaso cai
A beleza e a estrutura viram cacos!
Eis a questão...
O que fazer com cada pedaço do vaso?
Deita-lo fora?
Porque não?
Contudo, há muitos vasos iguais, mas nenhum como aquele...
Nenhum com a sua história...
Nenhum com as suas marcas...
Nenhum com o simbolismo da sua oferta...
Porque não reconstruí-lo?
Pegar em cada caco e rever o belo vaso...
Eis a criatividade a funcionar e o vaso foi reconstruído!
Não obstante, a beleza jamais será a mesma...
A estrutura, frágil!
Vê-se cada marca... Uma por uma! Resultante da queda!
Mas o vaso sobreviveu...
Existe!
Agora ferido...
Em parte, esquecido!
Mas adaptando-se a cada marca!
Mais forte do que nunca...
Os outros vasos saem da janela com o romper de várias auroras, mas o vaso lá continua...
Muitos anos depois...
Na sua essência de barro!
Moldável a cada momento...
Mais forte do que qualquer rajada de vento!
Quando o vento joga a toda a sua velocidade...
Simplesmente... Perde!
Um vaso reconstruído é muito mais forte do que o original!
Os estragos viram resiliência...
Assim é cada coração humano!
R.A.O
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