FOLGOSA
Folgosa,
anteriormente Fel,
pelos fetos que a caracterizavam.
O seu símbolo,
assente na mão direita
do Divino Salvador de carnação,
por duas folhas desta planta acompanhada,
tal como uma roda dentada e uma enxada.
Da idade média resultou,
de medievais freguesias,
mais especificamente.
São elas,
neste cantinho plantado,
Salvador de Folgosa
e Santa Cristina do Vale Coronado
Nas memórias paroquiais falando,
avancemos para 1755.
Algures, por entre o renascimento,
um terramoto Lisboa assolou e,
em 1758,
tendo em vista um "renascer" nacional,
um inquérito à população se realizou.
A todos os párocos da Maia,
administradores por inerência,
foi enviado.
Eis a tentativa do país real,
uma radiografia fazer,
contudo muito poucos,
convenientemente,
procuraram responder!
Estávamos no século XVIII,
Folgosa ao bispado do Porto,
à comarca da Maia pertencia,
147 vizinhos,
15 lugares,
1 igreja,
duas capelas
possuía:
Vilar de Luz e Santo Ovídio.
Neste retrato do país,
o lugar de Real,
mas também da Igreja,
Quintã, Valinho, Olheiro,
Vilar de Luz, Pedrosa,
Carvalho, Figueiredo, Eirado,
não esquecendo Outeiro.
Fundevila, Paiço,
Santa Cristina, Monteforte!
Num documento de 1874,
é descrita a sua fértil terra,
a criação de gado bovino,
transportado para Inglaterra.
Nesse tempo, 965 cidadãos habitantes,
nenhuma escola.
Contudo, o principal centro
de fabricação de jugos e cangas
"com que na Maia e terras limitrofes
e mesmo em toda a província
se apresentam os bois."
Muitas aldeias esta freguesia tinha:
Camposa, Igreja, Monforte, Figueiredo,
Olheiro, Paiço,
Quintã, Pedrosa e Real,
São Frutuoso, Vilar de Luz, Santa Cristina.
Este último grupo de três, Ermidas já possuía.
Viajando no tempo,
um bocadinho mais,
em 1901 estamos.
Cerca de 1190 habitantes,
a partir daí foi sempre a fluir,
para, a população,
só no último senso reduzir.
De entre estes cidadãos,
só 105 recenseados,
eleitores,
82 deles lavradores,
não esquecendo,
entre outros,
incluindo 6 carpinteiros,
o único escultor,
carroceiro, telheiro
e também o sapateiro.
Entretanto,
lá vamos nós ao cemitério!
Aprovado em 1884,
em 1886 feito.
Na dúvida a questão:
Em 1898, o regulamento "parado".
Porque só em 1912 aprovado?
Já naquele tempo
em infraestruturas se falava,
expropriações, terraplanagens,
pavimento, obras de arte.
E, claro, estalagens,
Não aquelas de 5 estrelas,
mas que,
no meio de tanto trabalhar e caminhar,
ajudavam os animais a descansar e a alimentar.
Concluindo,
nesta freguesia tão protegida,
quanto aliada do mar,
boa terra e bons costumes,
por entre tantas histórias também pessoais,
do Monte Gonçalão ainda podemos falar
e uma certa estalagem "misteriosa",
investigar,
entre tantos mistérios mais
Entretanto, a dúvida e,
quem sabe,
a saudável especulação
podemos por na "bandeja":
Porque em São Frutuoso, algures,
numa planta,
se faz menção, em vez de uma antiga capela,
a uma igreja?
R.A.O
06/12/2024
(Inspirado no evento "Primeira conversa sobre a história de Folgosa" com dados do historiador José Maia Marques)
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