Era uma vez um caracol...



Era uma vez um caracol, fechado na sua carapaça!

Era uma vez um caracol...

Preocupado se os bichos da seda tinham folhas suficientes!

Se as lesmas não corriam perigo...

Se os bichos da conta não eram raptados pelas formigas...

Se nenhuma destas se perdia do formigueiro...

Era uma vez um caracol...

Era uma vez um caracol, fechado na sua carapaça!

Que todos os seres comentavam a sua natureza!

Era uma vez um caracol...

Um caracol que caminhava devagar na esperança de não ser pisado...

Que percorria cada beira para não ser destruído!

Era uma vez um caracol que um dia ficou sem casa...

À chuva, ao relento!

Feito em pedaços, que caminhava para a noite!

Era uma vez um caracol...

Cuja carapaça regenerou...

E renasceu ainda mais bela!

Era uma vez um caracol...

Que deixava os bichos da seda procurar o alimento...

Que deixava as lesmas e os bichos da conta se defender!

O formigueiro gerir-se a si próprio!

Era uma vez um caracol

Que (já) não se importava tanto...

Que apesar da bela carapaça, já não se escondia...

Que agora caminhava na estrada...

Sonhando ser uma borboleta...

Rui Alexandre Oliveira
(Escrita e fotografia)
26/04/2924 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Jesus Cristo, arquétipo de peixes - Sintonização Crística

A menina que a morte não fintou...

AS DUAS MARGENS DO MESMO RIO