PERTO DA MÃE!
Estar tão perto da mãe é uma sensação inexplicável, nunca sentida até e mesmo além daquele momento!
Um ímpeto de emoção, misturado com racionalidade e algum nervosismo por a sabermos lá, inclusive por entre tantos olhares desconhecidos.
Claro que a sinto sempre perto, mas em Fátima é diferente, num sentimento que vai além da religiosidade popular e que só quem sente, vive, celebra e desenvolve uma postura verdadeiramente orante na fé compreenderá!
Imagino o que terão sentido 3 crianças na Cova da Iria perante aquelas manifestações de coração, em pleno 1917, Portugal mergulhado, também ele, numa guerra devastadora, no início da primeira república, numa crise de fé extraordinária, fruto das perseguições do estado à igreja e consequente descrença de muitos fiéis. O que dizer 6 meses depois, quando tantos outros testemunharam o milagre do sol?
Muitas teorias foram sendo levantadas, mas para os corações que crêem sabem que nem tudo pode ser interpretado, simplesmente, à luz dos acontecimentos...
Nossa Senhora sabia da necessidade de pacificar corações, pela pureza de três crianças deste cantinho da ibéria, num lugar recôndito que apela ao silêncio, em comunhão com a natureza, num contexto que, como veio a se comprovar mais tarde, poderia destruir o mundo e os pilares, já de si e ainda hoje frágeis, da humanidade, só possíveis através da comunhão com o divino.
R.A.O
13/05/2025

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