LÁGRIMAS
Fonte das lágrimas chamada...
Quantas vezes o nosso coração vira fonte?
Como Inês, trespassado,
O nosso sangue gravado!
Quantos amores terá testemunhado?
Tal e qual outra fonte com mesmo nome?
("dos amores" eternos e até inacabados)
Pedro e Inês,
cujo amor pela História exagerado,
mas cuja lenda reencarna
tantas paixões, loucuras,
em nome do amar e ser amado...
Quantos fins impostos,
a quantas mortes o amor levou?
Oh lágrimas de Inês,
cujo vocábulo, a fonte Camões batizou...
Fonte que supostamente
a água derramada em seus olhos, originou!
Eis então o amor, tão grande, como de muitos,
em cuja fonte e alma
todas as lágrimas não cabem,
um canal tem de ser criado...
para guardar... tão doces memórias...
tantas marcas do passado!
Mas, como a vida é revestida de esperança,
árvores podem ser plantadas,
um jardim romântico construído,
símbolo do presente vivido!
Entretanto, por entre o caminho percorrido,
o nosso coração vira um mundo misterioso...
Um portal que se abre,
rumo aos extraordinários mundos
que a "mata" esconde...
Não só de Pedro...
Não só de Inês...
Todos os nomes poderiam ser contemplados!
Quantas vivências,
quantos muros, entretanto restaurados,
quantas cortinas verdejantes,
em mundos que a própria razão e,
se calhar,
o próprio coração desconhece!
E as lágrimas...
Que, na morte ou na vida,
nas mortes decorrentes da vida,
insistem e não se evaporar...
Que nos seus canais e nos seus lagos...
Insistem também em...
mais fortes nos tornar!
R.A.Oi
01/05/2025





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