GAIVOTA
Ela aprendeu desde muito cedo que ser forte era não depender de ninguém.
Não esperar...
Não incomodar...
A força tornou-se hábito, sem "carpideirices" ou até mesmo sem muitos "choros" privados.
O mundo sabe que de aço ela é feita. Talvez ela própria também saiba, mesmo que sujeita aos seus medos e a uma "pele com penas" tão sensível e permeável. A um cansaço que não se vê.
De esperar o peixe vir à superficie, das sobras por outros deixadas.
Contudo, o mundo está certo: As suas lágrimas são só dela!
E a maior delas reside na distração mundana, alheia à empatia, propensa a egos!
Quando o mar está calmo, as restantes gaivotas se aproximam. Quando está bravo, afastam-se! Ela própria aprendeu a fazê-lo, mas, sensível à multidão, ousa com frequência, mesmo que a uns metros de distância, se juntar a ela!
Próxima fisicamente, mas distante do ruído...
As suas asas brancas agita, na tentativa do voo e do sonho...
Na mensagem que me deixou, disse: "Eu vou estar sempre aqui, apesar das contrariedades..."
R.A.O
04/06/2025

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