Constelações
Quando um indivíduo inicia uma relação, olha para ela como se fosse o centro do universo, mas entretanto conhece e vive numa panóplia de constelações que ele próprio construiu!
Quando tem um filho, a tendência será reduzir esse universo e re-centrar ainda mais a sua vida!
Não obstante, quando nasce, olha para a mãe como se não existisse mais nada, mesmo não vendo o mundo com grande resolução.
"Quem priorizas?"
As prioridades baseiam-se na lógica da competição em detrimento da cooperação. As únicas divisões com sentido são a afetividade e a atenção, pois são as únicas que verdadeiramente geram multiplicação.
O sentido da vida é, de fato, nos multiplicarmos, não só através da conceção. Não viemos ao mundo apenas para nos procriarmos e, sim, amarmos, sem medida, cada pessoa, de modos diferentes, conforme a tribo ou o integrante.
Desde logo, haverão momentos que a mãe, a mulher, o filho, até mesmo o pai, um irmão ou amigo, precisarão, por algum motivo, mais da nossa atenção que os demais. Outras vezes até nós próprios.
(A tua mãe, a tua mulher, o teu filho... perguntam-te se estás feliz?)
Objetivamente, uma coisa é certa:
Amas os teus filhos com uma razão, voarem!
Amas o teu cônjuge com um propósito, ficar!
(à semelhança dos teus irmãos e amigos!). Mesmo para lá de uma eventual "separação", quem sabe?
Os filhos são um ponto de interrogação, mas com certeza que persistirá a crença, no resultado de toda esta matemática que, um dia, valeu a pena (e continua a valer a pena)... ama-los!
O teu cônjuge é o que, à partida, ficará, quando todos voarem, de uma forma ou de outra (talvez um irmão ou um ou outro amigo).
Amas a tua mãe, mesmo sabendo que um dia ela parte, na certeza que, em algum momento, ela é a única que foi o teu universo completo!
No meio de tudo, não sendo este competitivo, o amor à mãe (e, em parte, ao pai) é o único que surge sem propósito ou razão!
O amor é como as estrelas, não se discute... todos teremos sempre alguém para amar... mas não se esqueçam dos amigos!
R.A.O
09/03/2025

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