CIRCO
Entretanto, vou recordando, na minha infância, os circos ambulantes, a cair em desuso, mas que faziam as alegrias da nossa meninice. Enfim, circos de qualidade, familiares, inclusivos. Com bons protagonistas. Na sua humildade, extraordinárias instituições.
Contrários aos circos da atualidade, em que se perdeu o respeito pelas mesmas, que são banalizadas, utilizadas para aproveitamento de alguns. Sem participação da maioria que se afasta por se aperceber que a instituição se fechou em si própria. Seja em que domínio for.
Se queremos criar cidadãos, precisamos de os incentivar à participação... cívica, social, empresarial, coletiva, religiosa... e não necessariamente ao que a plebe gosta por saberem que se contenta com pouco: desfiles, arruadas, meros reconhecimentos, um copo de vinho e um pedaço de broa com chouriça, um voucher num hotel em braga, sem vontade de participação na vida comunitária da sociedade... há uma parte do povo que quer uma sociedade com menos elitismos e mais justa, equilibrada, meritocrática, participativa e democrática, do poder local ao estatal.
Tudo o que os circos de antigamente eram. Abertos! E não circ(ul)os fechados! Onde cabiamos todos e onde todos ambicionavamos (ser) alguma coisa. Inclusive, alguns meninos, palhaços e malabaristas de qualidade, algumas meninas triunfarem no alto de um trapézio, já a sonharem voar alto...
R.A.O
17/05/2025

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