A NOVIDADE
É um tesouro tão frágil, que merece, com muita dificuldade, ser preservado!
Estando, por isso, sempre abertos à novidade, torna-se cada vez mais difícil interpreta-la!
As pessoas, as situações e os cenários são cada vez mais banais... são necessárias cada vez mais justificações, perante um mundo, também ele ausente de novidade, que justifique, ainda, a nossa estadia! Sobretudo a quem foi dada a oportunidade de fazer quase tudo...ou ousou fazer muita coisa!
Toda aquela necessidade e vontade de confrontação, do prazer de uma balada da juventude se dissipa... tudo o que queremos é estar em paz e fugir, procurar um lugar e pessoas incomuns!
Fugir de nós próprios, do comum, do banal, há velhas lutas que já não fazem sentido! Explorar novos mundos, uma nova batna, interna e externa!
As amizades já não nos fortalecem tanto, a sua definição torna-se cada vez mais opaca, incluindo a ponte entre um amigo e um conhecido. O que um dia foi admiração, hoje revela-se respeito! Pessoas que julgavamos extraordinárias são afinal comuns, com um ego ferido.
Qual a solução para esta ausência de novidade senão procurar a sua preservação, breves trechos de nós e dos outros e permitir que a vida justifique o seu sentido...
R.A.O
26/06/2025

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