NOITE

 


Noite silenciosa, ofuscada pelos ruídos ininterruptos dos corações rotineiros e tempestuosos, antítese da beleza da segunda criação, da criação divina. 

É o alvoroço do interior dos seres, nostálgicos pelos tempos de outrora, na vivência artificial do agora, ansiosos por um futuro hipotético. 

Seres contrários à noite, única na pausa, sublime no proveito, importante no retiro que fazemos, por entre milhões de estrelas, na contemplação do satélite do espaço, não obstante a estrela, polarizada ela não é! 

Apelativa é certo, meditativa muito mais, impele à ação. E nós, seres retraídos, pouco orantes, volto a frisar rotineiros, lhe dizemos NÃO! Na confusão da noite pela "noite", do trabalho, do sustento, da rotina, onde fica a noite nas nossas vidas, senão no necessário, mas simples descanso nunca para lá de físico!?!

Perante a aceleração, a impulsividade, a ansiedade do ser... Onde estás NOITE?

Onde estão as estrelas? 

Onde está a chuva a pingar por entre o descanso do lar, melódico, sinfónico! 

Onde está o mar, que bravo ou calmo, acalma o nosso coração? 

Onde está Deus... Onde está Deus? 

Retórica se mantém a pergunta...

Na escuridão, que não é noite, onde se encontram os corações tempestuosos que nem perante o som das tempestades perfeitas, consegue colocar conscientemente a cabeça no travesseiro, apelando à sã consciência...

À inconsciência e antítese perfeita que é a NOITE!


IMAGEM: Mosteiro de Moreira

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Jesus Cristo, arquétipo de peixes - Sintonização Crística

A menina que a morte não fintou...

AS DUAS MARGENS DO MESMO RIO