Desenvolver a nossa comunicação interior...
A sociedade está doente!
O mundo está retrógado...
Perdemos a capacidade de ouvir e escutar...
Perdemos a vontade de inovar!
O ímpeto de mudança é hoje algo praticamente abstrato...
Estamos presos a velhas visões!
A sociedade converteu-se numa seita e, como qualquer seita, não consegue fugir à doutrina que ela própria inventou e escolheu seguir...
O Homem vive hoje do instinto e não se deixa conduzir pelo universo e/ou por Deus. Não sabe interpretar os sinais da natureza criadora, fruto da razão, da emoção e da experiência!
Vivemos hoje um tempo similar ao "filho pródigo" que recebeu a herança futura, partiu de casa do pai e, preso às distrações mundanas, tudo perdeu...
Precisamos fazer como ele: Desenvolver a nossa comunicação interior para posteriormente voltar às origens. Nunca a um passado distante, mas aos nossos valores, perenes e universais e, deste modo, tornar-nos melhores pessoas e desenvolver a comunicação com os outros...
Há algum tempo que tenho vindo a fazer isso e a vida encarrega-se de me juntar a pessoas que têm a mesma visão, não do mundo, mas de comunicar.
Há uma expressão que nunca mais me esquecerei. A humanidade está prestes a viver um "parto doloroso", em que velhas estruturas vão falir. Quem não aprender a comunicar, sobretudo a se comunicar e preparar-se interiormente para um novo tempo, sofrerá determinadas sequelas, difíceis de sanar...
É tempo de nos protegermos, desenvolver a nossa comunicação interior, divulgar o nosso "eu" e mudar o mundo. As verdadeiras mudanças vieram sempre da individualidade e de pequenas coletividades que a partir da conexão consigo próprios, semearam e plantaram novas colheitas...
A minha comunicação é comigo, logo a seguir com os "meus": os meus ambientes, a minha família, os meus amigos, as minhas crianças. Cada pessoa que conseguirmos transformar, semeando algo no seu coração, é um futuro melhor que damos a nós e aos outros.
Urge sobretudo desenvolver este dom que nos é dado, sobretudo a comunicação interior, connosco próprios!

Muito bonito Rui! Obrigada pela tua reflexão. Que saibamos ouvir-nos, transformar-nos e transformarmos.
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