Ser feliz na(s) virtude(s)!
Fé, esperança e amor...
Fé, uma palavra com apenas duas letras, mas extremamente poderosa.
Da fé, a crença, a confiança, o "acreditar", em algo ou alguém, num ser maior ou nas coisas invisíveis que regem o universo, no poder das coisas. Em Deus.
Da fé, extraímos quatro tipos:
A fé orada
A fé sentida
A fé celebrada
A fé vivida
A fé não é uma escolha de 4 características, mas a conjunção das mesmas. Se uma faltar, falta a própria fé.
É comum dizerem "Cada um tem a sua fé", "cada um vive a sua fé de modo diferente". E é verdade, pois o "karma" de cada um é diferente, ou seja, o peso (positivo ou negativo) que cada ser vivo carrega nos ombros não é igual. As vocações e os dons são diferentes de pessoa para pessoa que os exerce à sua maneira.
Fé implica liberdade, mas sobretudo referências...
Humanas e espirituais!
Na vivência plena da fé, precisamos de instrumentos, vivências e experiências que nos permitam ir mais além, na conexão com o oculto e, deste modo, saber orar e contactar com o mesmo, buscar momentos de celebração, partilhando a minha fé com o grupo, assumir um compromisso, pois a fé é alegre.
Sentir mais! Viver mais!
A esperança, tantas vezes associada à ilusão...
"Esperar para quê?"
"Não aconteceu!"
Talvez devessemos acrescentar à segunda expressão: "Ainda"!
"Ainda não aconteceu!"
Mas acontecerá. Afinal, o ato de esperar não pode ser passivo, pelo que se torna essencial trabalhar para que até o inesperado aconteça!
A esperança não pode virar dúvida ou mera característica abstracta. Precisamos de viver a esperança!
Desde logo, arrumando palavras e pensamentos negativos da bagagem, arrumar com o passado.
Na construção do presente, ler, nos instruir, escutar, procurar a real verdade, em tudo agir, não cair na tentação de "parar". Nunca fazer do erro um rascunho! Se a esperança é ativa, vamos errar.
Fazer do erro um autêntico aprendizado!
Ter alguém que espere connosco é importante. Não sempre, mas nas esperas mais importantes!
A verdadeira esperança não está na casa, no carro, nas jóias, no dinheiro, mas em ser feliz! Para sermos felizes e alimentar a esperança, o objetivo último deverá ser o céu. Se necessário, ultrapassa-lo!
O "budismo" acredita no Nirvana, no estado espiritual pleno que forma os "budas". Os Cristãos na vida eterna do céu por força da alma.
Para ter esperança, para ser feliz, é necessário algo em que acreditar...
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”. (1 Cor 13:13).
Toda a crença envolve amor, incluindo por algo que não é uma certeza concreta, mas que estamos dispostos a descobrir através de todos os sentidos e não só a visão!
Este amor é o que alimenta também a "espera" ativa!
Sem amor não há fé e não há esperança!
Afinal, o que é o amor?
Amor é "dar a vida" pelos outros.
Até posso viver só, mas nunca na solidão, na sensação perene que outras almas me acompanham.
Amor é "semear" e levar para o mundo as minhas aprendizagens, os meus ensinamentos, os meus planos, estar ao serviço do próximo!
Amor é investimento, em mim e nas outras pessoas. Estar disposto a aprender e abraçar!
Ser um ser individual, abraçando o coletivo.
Amor é incondicional, compaixão, regozijo pelas conquistas dos outros, desejar-lhes o que quero também para mim ou até mais!
Ajudá-los a alcançar a plenitude da vida.
Amor é ser feliz na caridade. Ser caridoso não é uma mera forma de solidariedade. É ter fé. É ter esperança.
É tornar valentes os desesperados e os cativos, os pobres de espírito e ajudá-los a ir mais além.
Tudo isto é fácil? Não! É difícil, muito difícil. Escrever sobre as três virtudes dá-me a sensação que não estou completo.
Este "sentir" ficará, portanto, incompleto. Ainda me falta muito!
O segredo da felicidade (que não significa ausência de obstáculos, mas sim ultrapassa-los) está pura e simplesmente nas três virtudes teológicas, vitalícias, mas também humanas e universais, complementadas pelos valores!
Crê!
Espera!
Ama!
... Vive plenamente! E...
SÊ FELIZ!
Imagina uma estrada em que um lugar é o teu destino. Um amigo vai contigo. Acreditas que vais lá chegar, mas precisas de caminhar enquanto esperas por esse momento. Pelo meio, pedes indicações e dás indicações. Pegas o teu amigo ao colo e ele a ti. Encorajas ele a prosseguir e ele a ti. Descansam, oram, escutam-se um ao outro, são felizes no ser, no sentir e no viver. No final chegam ao destino. O amor venceu tudo!

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