Pela estrada da vida...
Pela estrada da vida, caminheiro és e eis que na tua direção um futuro companheiro de estrada te levanta a mão e ruma contigo até cada um seguir o seu caminho!
Por entre a caminhada, vem o vento e a neve, a água fria do inverno cai sob ti. Correm até encontrarem um porto de abrigo.
À saída da gruta escondida, na pernoita gelada, as flores florescem e as nuvens se abrem. Na brisa da primavera os dois companheiros prosseguem, ainda longe da Terra que cada um procura. Tantas noites a observar as estrelas no céu limpo, sob eles a fé e a esperança.
Seguem em frente numa nova manhã de verão, sobem montanhas e atravessam desertos. Experimentam a água refrescante e o verde prado do destino que um deles procurava! Destino onde o outro ficou e de lá não mais saiu ao longo daquela estação que não cessa até hoje!
O outono ainda não chegou, as folhas ainda não caíram, não saberemos se após isso as árvores se voltarão a revestir de verde, de esperança e confiança. Sabemos pois que os dois caminheiros continuarão a vencer o mundo enquanto o atravessam. O senhor é o seu pastor e lhes levará a descansar, tal e qual o verde prado do destino e as águas refrescantes de desertos que poderão ter de voltar a atravessar. Serão sempre um porto de abrigo nos dias de chuva e sempre contemplarão as estrelas nas noites de céu limpo. O céu da amizade e da felicidade, tal e qual o montanhista que no cume diz sempre ouvir uma voz!

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