Cuidar



Na plenitude do ser, que missão mais nobre? 

Cuidar... Cuidar até ao fim. Nos últimos instantes da existência, no aguardar incessante do "comboio das nuvens".

Na alegria perene da idade avançada que atrasa quotidianamente o veículo, tal é o amor à vida, tal o amor depositado pelo amigo. 

Os anjos recebem a sua mensagem energética, por entre os infra universais e sabem que ainda não é meia noite. 

Estranhas coisas o tempo tem. Estranho o tempo de Deus. O motorista do comboio que passa por entre essas linhas do céu e desce clamorosamente à Terra assiste de lágrimas nos olhos ao peso da amizade universal. 

E faz marcha atrás no destino!

E ainda não é hora... O verbo agora é "cuidar", no presente, indicativo de abraçar. No acompanhar da primeira pessoa, no singular ser que cuida. Na plural união entre duas almas que sempre se encontram. 

Cuidar... Cuidar... Será um eco permanente, para lá do instante final. Ainda não é meia noite! O dia ainda agora nasceu! 

"Eu estarei aqui para ti. E tu estarás sempre aqui para mim! Para lá do instante final! O verbo agora é "cuidar" até ao fim da jornada que permitirá um reencontro futuro!"

Cuidar... Cuidar...




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