A vida passa...
Homem, mulher!
Tu que vives as tuas horas agarrado a pequenas esperanças...
Tu que vives na ilusão permanente da auto-realização...
Tu que vives no conformismo...
Tu que perdeste a capacidade de sonhar e pensas que já fizeste tudo...
Olha que a vida passa...
Tu que tens medo de arriscar...
Tu que vives solitário, afastado do teu irmão...
Tu, que não buscas a tua vocação e o teu talento...
Tu que vives permanentemente de mão dada com o poder...
Olha que a vida passa...
Tu que não sais da tua zona de conforto...
Tu que não oras, não estudas, não meditas, não relaxas...
Tu que não vais para a estação...
Tu que esperas o comboio da vida simplesmente sentado no banco...
Tu que não confias que ele virá...
Tu que chegas atrasado...
Tu que não plantas nem semeias...
Olha que a vida passa...
E passou!
Mais rápido do que o próprio tempo...
E tu já não estás mais aqui.
Contigo levaste tudo, até os sonhos!
E deixaste aqui a tua capacidade de sonhar...
O comboio, esse veio, mas em sentido contrário, noutra linha e por ti esperou!
Agora... Homem, mulher!
Quem quererás que apanhe o teu pó?
A tua magia jamais utilizada!
A tua essência alguma vez revelada...
Quem, com a sua identidade, te dará a conhecer?
Quem se tornará um pedaço de ti?
E a mensagem repete-se...
Homem, mulher, olha que a vida passa!
O seu comboio vem quando tu quiseres, mas a outra linha está sempre aberta!
Em que linha hoje queres estar?
Olha que a vida... A vida passa!

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